São Paulo, 15 de outubro de 2009 – Anualmente, entre oito e nove mil crianças brasileiras são diagnosticadas com câncer, um dos principais males da atualidade e grande desafio para a medicina. Além disso, a doença representa a terceira maior causa de morte de crianças entre 1 e 14 anos de idade, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

O fato de os primeiros sintomas confundirem-se com moléstias freqüentes na infância torna o diagnóstico precoce do câncer infantil um processo complexo e, por isso, determinar os sinais que podem indicar a possibilidade de doenças malignas ainda representa um desafio para os pediatras. Segundo estudo realizado pela ONCO – Sociedade de Oncologia da Bahia/Hospital São Rafael, os tumores do Sistema Nervoso Central estão entre as neoplasias (alterações celulares, que acarretam em proliferação das células) com índice de diagnóstico mais tardio em oncologia pediátrica, além de ser o mais freqüente tumor sólido em crianças e adolescentes.

O câncer de sistema nervoso central (SNC) é o segundo tipo mais comum de câncer infantil, atrás apenas das leucemias. O mais comum dos cânceres de SNC é do tipo glioma, que afeta as células responsáveis pela nutrição e suporte dos tecidos do cérebro. Dentre esse tipo de câncer ressalta-se o glioma de tronco, que atinge principalmente crianças de 5 a 10 anos de idade.

“O tronco cerebral é uma área muito delicada, que reúne diversas funções vitais, e por isso o tratamento cirúrgico raramente é viável”, afirma o Dr. Vicente Odone, Professor Titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e responsável pelo Serviço de OncoHematologia Pediátrica do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Avanços no tratamento trazem esperança aos pacientes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) acaba de aprovar a comercialização de um novo medicamento que atua como terapia-alvo. O princípio ativo nimotuzumabe pode seletivamente inibir o crescimento das células tumorais, impedindo que nelas atue o Receptor do Fator de Crescimento Epidérmico (EGF-R), que está associado a atividades de proteínas que regulam diversas funções celulares. O novo medicamento atua com menos efeitos colaterais em relação aos quimioterápicos por ser uma terapia alvo, que atua em sítio específico diretamente no glioma. Outros estudos com o nimotuzumabe para diferentes indicações oncológicas estão em andamento ao redor do mundo, inclusive no Brasil, como para o tratamento do câncer de cabeça e pescoço ou esôfago. Trata-se de um medicamento que está sendo estudado no mundo inteiro e que tem apresentado bons resultados até aqui. “O nimotuzumabe tem sido extensivamente estudado em diversos países e trata-se de uma opção bastante promissora para tratamento do glioma pediátrico”, afirma Dr. Odone.

A Eurofarma, além de vender com exclusividade o CIMAher – nome comercial do nimotuzumabe – é a única empresa no Brasil que participa do Nimotuzumab Global Development Consortium, consórcio que reúne diversas empresas ao redor do mundo, como YM Biosciences (Canadá e Estados Unidos), Oncoscience (Alemanha e Comunidade Européia), Daiichi-Sankyo (Japão), Biocon (Índia), entre outras. Atualmente, cerca de 10% das vendas da Eurofarma vem de produtos licenciados, fruto de parcerias entre a Eurofarma e outros laboratórios farmacêuticos.

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