A vitamina D é fundamental para manter as propriedades do cálcio e o funcionamento saudável do organismo por conta de suas ações no intestino, rim, osso e glândulas (1). Os receptores desse hormônio podem ser encontrados em quase todos os tecidos do corpo (1).

A principal fonte da vitamina D acontece com a exposição da pele à radiação ultravioleta B (2), com a dieta (responsável por apenas 20% de fonte das necessidades, mas que ajuda principalmente idosos, pessoas institucionalizadas e habitantes de climas temperados) (2). Os níveis inadequados de vitamina D hoje são considerados como um problema de saúde pública e por conta disso, a medição exata dele no organismo é de grande importância clínica: isso ajuda no diagnóstico de doenças relacionadas à falta desse componente (3).

A dieta é uma forma de obter níveis do nutriente. Conheça alimentos ricos na vitamina (3):

  • Óleos de fígado de peixe (principalmente de atum e bacalhau);
  • Partes comestíveis de peixes ricos em gorduras (sardinha, cavala e atum);
  • Salmão;
  • Fígado de mamíferos;
  • Ovos;
  • Produtos lácteos;
  • Cogumelos;
  • Cereais fortificados.

A vitamina D atua de formas diferentes em cada parte do corpo, desempenhando papeis fundamentais no organismo (4):

  • Homeostase do cálcio: a homeostase é a habilidade de manter o meio interno em equilíbrio constante, independente das alterações que ocorram no ambiente externo. A homeostase do cálcio, função da vitamina D, colabora para o crescimento ósseo e para manter a densidade dos ossos;
  • Metabolismo ósseo: a deficiência da vitamina D é caracterizada pela mineralização ou desmineralização do esqueleto, o que pode causar maiores riscos de desenvolvimento de osteoporose e outros problemas de saúde óssea;
  • Proliferação e diferenciação celular: uma proliferação celular descontrolada das células associada a mutações específicas pode acarretar doenças como o câncer;
  • Sistema imune: aumento da imunidade, o que dificulta o desenvolvimento de doenças autoimunes como diabetes melito insulino-dependente, esclerose múltipla, artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico e doença inflamatória intestinal.
  • Neoplasias: a deficiência de vitamina D no organismo pode ajudar no desenvolvimento de alguns tipos de cânceres (mama, colorretal e de próstata);
  • Sistema neuromuscular: há evidências de que a vitamina D participa de dois aspectos importantes: força muscular e equilíbrio. Ela exerce funções que envolvem desde a síntese proteica até a cinética de contração muscular, que auxiliam na realização de movimentos rápidos, evitando quedas. Além disso, a falta de vitamina D pode provocar fraqueza e dor muscular em crianças e adultos;
  • Secreção de insulina: pode atuar na diminuição do risco de diabetes melito tipo 2;
  • Sistema cardiovascular: participa do controle da função cardíaca e da pressão arterial;
  • Cérebro: apresenta ações que estimulam o crescimento neural e moduladoras do desenvolvimento cerebral, exercendo, assim, ações de regulação do desenvolvimento e nas funções cerebrais.
Fontes:
1- PEDROSA, Márcia A. Carneiro; CASTRO, Marise Lazaretti. Papel da Vitamina D na Função Neuro-Muscular. 2005. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/%0D/abem/v49n4/a05v49n4.pdf
2- MARQUES, Cláudia Diniz Lopes; DANTAS, Andréa Tavares; FRAGOSO, Thiago Sotero; DUARTE, Ângela Luzia Branco Pinto. A importância dos níveis de vitamina D nas doenças autoimunes. 2009. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbr/v50n1/v50n1a07.pdf
3- PINHEIRO, Tânia Marisa Macedo. A importância Clínica da Vitamina D. 2015. Disponível em https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/5301/1/PPG_27959.pdf
4- PETERS, Barbara Santarosa Emo; MARTINI, Lígia Araújo. Funções plenamente reconhecidas de nutrientes. 2014. Disponível em http://ilsi.org/brasil/wp-content/uploads/sites/9/2016/05/artigo_vitamina_d.pdf