Tomar remédio na hora certa faz toda a diferença, e isso vale para todas as idades ou especialidades. Há, inclusive, uma ciência que estuda a hora mais adequada de tomar medicamentos, a cronofarmacologia. O médico pode verificar o melhor horário e intervalo do medicamento a ser prescrito de acordo com o funcionamento do organismo do paciente, seus hábitos e rotinas.

Por isso, seguem algumas dicas para o sucesso do seu tratamento, e na dúvida, fale sempre com seu médico!

 

– Se esquecer de tomar o remédio no horário correto não tome duas doses quando se lembrar. É melhor reajustar o horário para que o medicamento faça efeito dentro do prazo desejado

– A recomendação do horário ideal e intervalo para medicamentos de uso contínuo varia de acordo com a especialidade. O médico pode informar durante a consulta.

– Não interrompa a medicação se achar que já está se sentindo melhor / ou que o medicamento não está fazendo efeito. Cada um tem um tempo certo de ação, e a interrupção pode atrapalhar o tratamento.

– Qualquer alteração na rotina, tanto dos medicamentos quanto da alimentação, deve ser comunicada ao médico, que irá verificar a necessidade de ajuste na medicação.

 

No caso de idosos, a preocupação vai além. Seja por utilizarem vários medicamentos ao mesmo tempo ou pela falta de atenção, pacientes idosos estão mais propensos a esquecer de tomar a dose indicada de seu remédio. Neste caso existem algumas sugestões extras:

– Use um organizador de comprimidos para a semana, mas guarde também a embalagem e a bula.

– Coloque um lembrete do horário do medicamento em um local de fácil acesso: porta da geladeira, quadro de avisos ou agenda. Muitas pessoas também colocam um lembrete no celular – você ou um familiar pode fazer isso. Há ainda aplicativos que ajudam a lembrar de horários.

– Peça ajuda a familiares. Acompanhantes ou cuidadores também podem auxiliar no cumprimento de horários e doses.

– Pacientes idosos estão mais propensos também a interações medicamentosas: quando há o consumo de dois ou mais remédios ao mesmo tempo, e um deles pode alterar o efeito do outro. Para saber mais sobre esse tipo de reação, confira nosso Manual de uso racional de medicamentos, que traz essa e outras dicas importantes sobre medicação.

 

Fontes: Oncoguia, O Globo, CRFPA