O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Há vários tipos de câncer de mama¹. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido enquanto outros são mais lentos¹. câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil¹ 

 

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença (cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos)¹. Outros fatores que aumentam o risco da doença são fatores ambientais e comportamentais, fatores da história reprodutiva e hormonal e fatores genéticos e hereditários¹. 

 

Em grande parte dos casos, o câncer de mama quando detectado em fases iniciais há mais chances de tratamento e cura². Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas². A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres¹. 

 

Os principais fatores de risco para a doença – idade avançada da primeira gestação, poucas gestações e amamentar por períodos curtos – são menos passíveis a intervenções de saúde pública, principalmente nas sociedades modernas onde as mulheres têm aumentado sua participação profissional e social². Outros fatores conhecidamente de risco para a doença (o uso de álcool, o excesso de peso e a inatividade física após a menopausa) já são alvo de ações de prevenção para as demais doenças crônicas não transmissíveis². Dessa forma, a detecção e tratamento precoces são geralmente considerados os meios mais efetivos para a redução da mortalidade por câncer de mama². 

 

Estratégias de controle do câncer de mama vêm sendo implementadas no Brasil desde meados do século passado, por meio de ações isoladas e, em décadas recentes, por ações inseridas em programas de controle do câncer³. Esses programas correspondem a um conjunto de ações sistemáticas e integradas, com o objetivo de reduzir a incidência, a mortalidade e a morbidade do câncer³.  

 

Em geral, os programas contemplam³ 

  • Prevenção primária (redução ou eliminação dos fatores de risco) 
  • Detecção precoce (identificação precoce do câncer ou de lesões precursoras)
  • Tratamento 
  • Reabilitação
  • Cuidados paliativos 

 

Intervenções avaliadas para a detecção precoce do câncer de mama. Ações de rastreamento³: 

  • Mamografa (exame bienal) 
  • Autoexame das mamas (AEM) 
  • Exame clínico das mamas (ECM)  
  • Ressonância nuclear magnética (RNM)  
  • Ultrassonografa 

 

Ações de diagnóstico precoce³ 

  • Estratégias de conscientização 
  • Identificação de sinais e sintomas  
  • Confirmação diagnóstica em um único serviço 
  
Fontes: 
  1. Governo do Brasil – Outubro Rosa alerta para o diagnóstico precoce do câncer de mama. 2017. Disponível em http://www.brasil.gov.br/noticias/saude/2016/09/outubro-rosa-alerta-para-o-diagnostico-precoce-do-cancer-de-mamaÚltimo acesso em 27 de setembro de 2019. 
  1. Diretrizes para detecção precoce do câncer de mama no Brasil. II – Novas recomendações nacionais, principais evidências e controvérsias – Scielo.br – Disponível em http://www.scielo.br/pdf/csp/v34n6/1678-4464-csp-34-06-e00074817.pdfÚltimo acesso em 3 de outubro de 2019. 
  1. Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama no Brasil – Ministério da Saúde. Disponível em http://www.saude.pr.gov.br/arquivos/File/Deteccao_precoce_CANCER_MAMA_INCA.pdfÚltimo acesso em 3 de outubro de 2019.