Doenças infecciosas são muito comuns. Dentre elas, 70% são infecções respiratórias (1). Nestas, estão as infecções bacterianas e virais. Dentre as infecções bacterianas, o agente causador mais comum é o Streptococcus Pyogenes beta-hemolítico do grupo A, um dos causadores de faringotonsilites (doenças inflamatórias que envolvem a faringe, amígdalas e adenóides)(1). 

A amigdalite é a inflamação aguda ou crônica e inchaço na região das amígdalas. Existem dois tipos: as bacterianas e as virais (2). A viral costuma ser menos dolorosa, com aumento controlado da temperatura corporal e sintomas como coriza e obstrução nasal (2). A bacteriana é mais intensa, causa febre alta, dor forte, ínguas e placas de pus, além de inchaço e vermelhidão na região (2). Normalmente afeta mais crianças e acontece com mais frequência durante estações frias (1).  

Existe outra divisão da amigdalite quando o assunto é a velocidade da instalação da doença no organismo: a amigdalite aguda e a crônica (2). A amigdalite aguda causa dor de garganta, febre, disfagia (dificuldade de deglutir) e edenomegalia (glândulas inchadas) (3). A forma crônica da doença é caracterizada pela dor de garganta crônica, halitose (mau hálito), eliminação de caseum (pequenas bolinhas brancas ou amarelas), edema periamigdaliano (irritação na garganta) e adenopatia cervical persistente (aumento dos gânglios) (3). 

As amigdalites de origem viral correspondem a 75% das faringoamigdalites agudas, e ocorrem com mais frequência nos primeiros anos de vida (entre 2 e 3 anos de idade), e possui menos ocorrência durante a adolescência (3). Já as bacterianas correspondem de 20% a 40% dos casos e possui complicações como febre reumática e glomerulonefrite difusa aguda (inflamação na região do rim que faz o filtro do sangue e a formação da urina) (3). 

A doença é contagiosa, disseminada por via aérea (gotículas de saliva) ou através de mãos de pessoas infectadas (4). Por conta disso, deve-se evitar o contato com indivíduos infectados (4).  

O tratamento vai depender do tipo de contágio (viral ou bacteriano), do histórico do paciente e dos sintomas. No entanto, existem medidas gerais (5): 

  • Repouso no período febril; 
  • Hidratação e dieta adequadas; 
  • Higiene e desobstrução nasal; 
  • Umidificação do ambiente; 
  • Fármacos (de acordo com orientação médica). 

Ao manifestar os sintomas, a melhor forma é ir em busca de atendimento médico para o correto diagnóstico e tratamento.  

Fontes: 
1 – BERNARDE, George Eduardo Câmara; PEREIRA, Gerusa; WINGERT, Bianca. Como diagnosticar e tratar Amigdalites. 2010. Disponível em http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=4458  
2- Sociedade Brasileira para Estudo da Dor – SBED. Saiba mais sobre amigdalite. 2017. Disponível em http://www.sbed.org.br/lermais_materias.php?cd_materias=466  
3- Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Guideline IVAS – Infecções das Vias Aéreas Superiores. 2007. Disponível em http://www.aborlccf.org.br/imageBank/guidelines_completo_07.pdf  
4-  Disponível em https://wp.ufpel.edu.br/pediatria/files/2009/10/amigdalites.pdf  
5- PITREZ, Paulo M.C.; PITREZ, José L.B. Infecções agudas das vias aéreas superiores – diagnóstico e tratamento ambulatorial. 2003. Disponível em  http://www.scielo.br/pdf/jped/v79s1/v79s1a09.pdf