De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) é o segundo câncer mais comum entre os homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pele. Acomete a próstata, glândula do sistema reprodutor masculino, que produz e armazena parte do fluido seminal. Envolve a porção inicial da uretra (tubo por onde a urina é na bexiga é eliminada) e está localizada abaixo da bexiga e à frente do reto. Afeta principalmente homens acima dos 65 anos e tem diferentes formas de tratamento, de acordo com o estágio da doença. Se detectada no início, seja com exames laboratoriais (dosagem de PSA) ou físicos (toque retal) tem expectativa de cura em 80% dos casos.

 

Causas

A maioria dos casos de câncer de próstata não tem causa conhecida, mas existem alguns fatores de risco que podem contribuir para o aparecimento da doença:

– hereditariedade:  pesquisas 5 indicam que o fato de ter um parente de primeiro grau diagnosticado com câncer de próstata pode aumentar o risco de 2 a 10 vezes, de acordo com a quantidade de parentes diagnosticados – neste último, no caso de existirem três parentes de primeiro grau com a doença.

– fatores externos: exposição a substâncias químicas, estilo de vida, alimentação, tabagismo, sedentarismo e história sexual são outros fatores de risco que podem desencadear processos inflamatórios, seja para crescimentos benignos ou malignos da próstata. No caso da alimentação, a ingestão de grandes quantidades de gordura de origem animal pode afetar as taxas hormonais masculinas, alterando o organismo e favorecendo a ocorrência de tumores.

– envelhecimento: após os 50 anos, a tendência é que a próstata aumente de tamanho gradativamente, afetando o fluxo urinário – há compressão da uretra e comprometimento da passagem da urina. O aumento da próstata pode indicar outras complicações e não somente o câncer. Um exame médico detalhado pode indicar o diagnóstico e tratamento.

 

Sintomas

Grande parte dos casos de câncer de próstata não apresenta sintomas até que atinjam certo tamanho. Contudo, sintomas como o aumento da próstata (Hiperplasia prostática benigna, ou HPB) e dificuldades ao urinar podem indicar algum comprometimento da glândula, e necessitam de uma melhor avaliação médica.

 

Diagnóstico

No Brasil, o INCA estima que serão identificados mais de 68 mil novos casos de câncer em 2018. Para o rastreamento do câncer de próstata, os exames indicados são o toque retal e a dosagem do PSA sérico, chamado Antígeno Prostático Específico, e que detalha alterações na glândula. Além disso, exames de imagem como ultrassom, ressonância magnética e tomografia computadorizada podem ser necessários para confirmar o diagnóstico.

No caso da dosagem do PSA, a alteração na quantidade de antígeno não indica, necessariamente, a presença do câncer, e sim, de algum tipo de alteração. Os exames complementares ajudam o médico a chegar ao diagnóstico correto.

 

Prevenção

A adoção de hábitos saudáveis como a prática de exercícios, alimentação saudável e manutenção do peso são indicações não só para a prevenção do câncer como também para outras doenças. No caso do câncer de próstata, além das recomendações citadas anteriormente, o exame de toque e a dosagem de PSA, especialmente a partir dos 50 anos, são fundamentais para o diagnóstico precoce e o maior sucesso no tratamento, se diagnosticado.

 

Tratamento

A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e decidida após as definições dos riscos e benefícios do tratamento com o médico e deverá levar em conta a idade, a agressividade e tamanho do tumor, podendo ser necessário cirurgia, hormonioterapia, radioterapia ou quimioterapia.

 

Fontes:
1 http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/prostata
2 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29588290
3 https://www.bmj.com/content/360/bmj.k1385 / 2018 Mar 27;360:k1385. doi: 10.1136/bmj.k1385.
Sixty seconds on . . . prostate cancer.
Hawkes N1.
4 Sociedade Brasileira de Urologia – http://portaldaurologia.org.br/doencas/cancer-de-prostata-o-que-fazer-apos-a-tormenta/