A conjuntivite é uma inflamação que acontece no olho, mais exatamente na conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras¹. Ela pode ter origem alérgica, infecciosa (bactérias ou vírus) ou química².

A conjuntivite alérgica é desenvolvida quando a pessoa entra em contato com uma substância que desencadeia uma reação alérgica nos olhos, como poluentes ou substâncias irritantes (fumaça, cloro de piscinas, produtos de limpeza, maquiagem, pólen, etc.). Algumas pessoas que usam lentes de contato também podem ser acometidas por uma conjuntivite alérgica, quando não substituídas ou higienizadas com a frequência certa¹,².

A conjuntivite bacteriana é causada pelas bactérias estafilocócicas ou estreptocócicas que estão na própria pele ou sistema respiratório da pessoa. Também podem ter origem através de insetos, falta de higiene (tocar o olho com mãos sujas) ou maquiagem e loções faciais contaminadas². No caso da viral, pode ser causada por vírus associado ao resfriado comum, por meio de exposição à tosse ou espirro de alguém ou quando o vírus se espalha pelas membranas mucosas do corpo, que conectam os pulmões, a garganta, o nariz, os canais lacrimais e a conjuntiva. Como as lágrimas escorrem para a passagem nasal, um forte sopro do nariz pode fazer com que um vírus se mova do sistema respiratório para os olhos². Em ambos, a conjuntivite é contagiosa, podendo ser transmitida pelo contato com as mãos, com a secreção ou objeto pessoais contaminados.

Os principais sintomas são os olhos vermelhos, lacrimejantes e com as pálpebras inchadas e grudadas ao acordar, sensação que tem areia ou ciscos nos olhos, coceira, visão borrada e fotobofia (dor ao olhar para a luz). Em geral, pode afetar um ou os dois olhos e pode durar de uma semana a 15 dias. No caso da bacteriana, aparece uma secreção purulenta e da viral, uma secreção esbranquiçada¹.

O tratamento é feito com medidas de higiene, que ajudam a controlar a evolução da doença. Lavar os olhos e fazer compressas com água gelada (filtrada ou fervida) ou soro fisiológico.  No caso da conjuntivite bacteriana, um médico pode prescrever colírios antibióticos¹.

Para evitar a contaminação e transmissão, seguem algumas dicas1-³:

* Evitar aglomerações em locais fechados e piscinas de clubes e academias;
* Lavar com frequência o rosto e as mãos;
* Não coçar os olhos;
* Dar preferência ao uso de toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos;
* Trocar as fronhas dos travesseiros diariamente, enquanto estiver com conjuntivite;
* Não compartilhar o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza;
* Procure atendimento médico para realizar o diagnóstico e iniciar a tratamento caso necessário (não se automedique).

 

Fontes:
1- Conjuntivite – Biblioteca Virtual em Saúde Ministério da Saúde Brasil. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/231_conjuntivite.html. Último acesso em 22 de julho de 2020.
2- Conjunctivitis – American Optometric Association. Disponível em https://www.aoa.org/patients-and-public/eye-and-vision-problems/glossary-of-eye-and-vision-conditions/conjunctivitis. Último acesso em 22 de julho de 2020.
3- Quais as medidas que devem ser adotadas para evitar a disseminação de casos de conjuntivite? Biblioteca Virtual em Saúde Ministério da Saúde Brasil. Disponível em: https://aps.bvs.br/aps/quais-as-medidas-que-devem-ser-adotadas-para-evitar-a-disseminacao-de-casos-de-conjuntivite/. Último acesso em 22 de julho de 2020.