O câncer de pele corresponde por 33% de todos os diagnósticos da doença no Brasil, que significa, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 180 mil novos casos por ano (1). Existem dois tipos: o não melanoma (mais comum) e o melanoma (1).  

 

Câncer de pele não melanoma 

Cerca de 30% dos tumores malignos na pele registrados são desse tipo (2). Com a detecção precoce, as chances de cura são grandes – entre os tumores de pele, é o de maior incidência e o que possui o menor nível de mortalidade (2).  

Normalmente afeta pessoas acima dos 40 anos, principalmente pessoas de pele clara, sensíveis aos raios solares ou com doenças na pele (2). Dificilmente atinge crianças ou pessoas de pele negra (2).  

É caracterizado por manchas que coçam, ardem, descamam ou até mesmo sangram (3). Normalmente, essas feridas não cicatrizam em até quatro semanas (3). 

A estimativa de casos, anualmente, é de mais de 165 mil, sendo que a média do número de mortes é de cerca de 1.700 ao ano (2).  

Normalmente, o tratamento é feito com pomadas e/ou radioterapia ou, para os casos mais graves, com cirurgia (4). Em alguns casos é indicada uma combinação de cirurgia e radioterapia (4). 

De toda forma, a única maneira de diagnóstico e tratamento é com o acompanhamento médico.  

 

Câncer de pele melanoma 

Tem origem de melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele), e geralmente atinge adultos de cor branca (5). Representa apenas 3% das neoplasias na pele, e possui grandes possibilidades de metástase (5). Caso seja detectado precocemente, as chances de cura são maiores (5).  

As pessoas mais afetadas normalmente possuem (6): 

  • Pele clara com grande exposição ao sol;  
  • Histórico familiar de câncer de pele;  
  • Nevo congênito (pinta escura);  
  • Mais de 15 anos de idade;  
  • Xerodema pigmentoso (doença congênita de intolerância ao sol);  
  • Nevo displásico (lesões escuras com alterações pré-cancerosas). 

Ele pode surgir em uma pele normal ou até mesmo em uma lesão pigmentada, e normalmente se dá após o aparecimento de uma pinta escura de bordas irregulares, acompanhada de coceira e descamação (7). Algumas lesões pré-pigmentadas podem alterar de cor e formato, e também passam a apresentar bordas irregulares (7). 

Alguns sinais que identificam possíveis lesões que podem corresponder ao câncer de pele melanoma (8): 

  • Assimetria – uma metade da “pinta” é diferente da outra; 
  • Bordas irregulares – contorno mal definido; 
  • Cor variável – presença de várias cores em uma mesma lesão (preta, castanha, branca, avermelhada ou azul); 
  • Diâmetro: maior que 6 milímetros; 
  • Evolução: diferenças na cor, formato ou tamanho. 

 

A estimativa de casos, anualmente, é de cerca de 6.200, e o número de mortes é por volta de 1.500 ao ano (5).   

 

Fatores de risco 

Alguns fatores podem colaborar para o desenvolvimento da doença. Entre eles (3): 

  • Exposição prolongada e repetida ao sol, principalmente na infância e adolescência; 
  • Pele, olhos e cabelos claros (ruivos ou louros); 
  • Pessoas albinas; 
  • Histórico familiar da doença. 

 

Prevenção 

Alguns costumes podem diminuir as chances de contrair o câncer de pele (3): 

  • Evitar exposição prolongada ao sol (principalmente entre 10h e 16h); 
  • Proteger-se com roupas, bonés / chapéus, óculos escuros, sombrinhas e barracas;  
  • Aplicar filtro solar com alta proteção (fator mínimo de 15) e reaplicar a cada duas horas de exposição solar, ou após o contato com água; 
  • Usar filtro solar nos lábios; 
  • Usar proteção também em dias nublados (quando existe também os raios ultravioletas). 

 

Fontes:  
  1. Sociedade Brasileira de Dermatologia – Câncer de pele. Disponível em http://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/cancer-da-pele/64/  
  2. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva – INCA. Pele não melanoma. Disponível em http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pele_nao_melanoma  
  3. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, Ministério da Saúde e Governo Federal do Brasil. Câncer: a informação pode salvar vidas. 2017. Disponível em http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/salvar_vidas_cancer_pele_corrigido_web.pdf  
  4. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva – INCA. Pele não melanoma – tratamento. Disponível em http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pele_nao_melanoma/tratamento  
  5. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva – INCA. Pele melanoma. Disponível em http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pele_melanoma/definicao  
  6. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva – INCA. Pele melanoma – prevenção. Disponível em http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pele_melanoma/prevencao  
  7. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva – INCA. Pele melanoma – sintomas. Disponível em http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pele_melanoma/sintomas  
  8. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva – INCA. Pele melanoma – detecção precoce. Disponível em http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pele_melanoma/deteccao-precoce