Você provavelmente conhece alguém que sofre com depressão: segundo a Organização Mundial de Saúde, existem mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo com a doença, de todas as idades, o que a torna a principal causa de incapacitação no mundo (1).

Mas, afinal, o que é a depressão? Quais suas características? Existem diferentes tipos? Cada caso é um caso, mas alguns sintomas devem ser observados (2):

  • Humor deprimido;
  • Baixa autoestima;
  • Perda de satisfação;
  • Perda de vínculos;
  • Crises de choro;
  • Perda da resposta ao humor;
  • Indecisão;
  • Perda da motivação;
  • Baixa autoavaliação;
  • Expectativa negativa;
  • Autorrecriminação e autocrítica;
  • Autoimagem distorcida;
  • Desejos suicidas;
  • Perda do apetite;
  • Perturbação do sono;
  • Perda do apetite;
  • Perda da libido;
  • Fatigabilidade.

A intensidade dos sintomas classifica a depressão como leve, moderada ou grave, dentro de cada um dos tipos da doença (1):

Transtorno depressivo recorrente: repetidas sensações como humor deprimido, perda de interesse, prazer e energia reduzidos, diminuição da frequência de atividades gerais e sintomas como ansiedade, distúrbio do sono/apetite, além de sentimentos como baixa autoestima e falta de concentração.

Transtorno afetivo bipolar: variação de sensações de mania e de depressão, mas com intervalos de humor normal. O período de mania consiste em humor exaltado ou irritado, excesso de atividades, pressão da fala, autoestima inflada e menos necessidade de sono – além de pensamentos acelerados.

Alguns fatores podem colaborar para agravar a doença: complexidade de relações humanas ou eventos adversos (perda de emprego, luto ou traumas). Além disso, algumas doenças podem ser relacionadas à depressão, como as cardiovasculares – estritamente físicas, mas que impactam condições psicológicas (1).

Existem tratamentos, mas o primeiro passo é identificar os sintomas para buscar a melhor solução para cada caso. Muitas pessoas não procuram ajuda seja por falta de recursos, escassez de profissionais ou até mesmo pressão social. Os tratamentos incluem ativação comportamental, terapia e até mesmo medicamentos (1).

Alguns dados interessantes:

* Cerca de 800 mil pessoas/ano cometem suicídio por conta da depressão – essa é a segunda principal causa de morte de pessoas entre 15 e 29 anos (1);

* Mulheres são mais atingidas que os homens (1);

* Em muitos países, menos de 10% das pessoas fazem tratamento (1);

* A depressão e outras doenças que envolvem a saúde mental estão crescendo no mundo e as entidades buscam respostas para isso (1);

* No Brasil a doença atinge 11,5 milhões de pessoas (5,8% da população) (3).

Você tem ou conhece alguém com esses sintomas? Procure um médico ou incentive a pessoa a buscar o melhor tratamento.

 

Fontes:
1- PAHO – Organização Pan-Americana da Saúde – Organização Mundial da Saúde – https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=1257&Itemid=822 
2- BECK, Aaron T. Depression: causes and treatment. 2009. Disponível em https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=lang_pt&id=cTY9DQAAQBAJ&oi=fnd&pg=PA1&dq=causas+da+depress%C3%A3o+na+adolescencia&ots=FbgST8yz84&sig=ZJUlY65Rk-ZYTivnqT1pW1_HwEs#v=onepage&q=causas%20da%20depress%C3%A3o%20na%20adolescencia&f=false
3 – OPAS/OMS. OMS registra aumento de casos de depressão em todo o mundo; no Brasil são 11,5 milhões de pessoas. Disponível em https://nacoesunidas.org/oms-registra-aumento-de-casos-de-depressao-em-todo-o-mundo-no-brasil-sao-115-milhoes-de-pessoas/