O câncer colorretal é o que atinge o intestino grosso (cólon) e o reto, e na maioria é curável (caso seja detectado precocemente, quando ainda não se espalhou por outros órgãos) (1). Hoje em dia a estimativa de novos casos por ano é de 36.360, sendo 17.380 em homens e 18.980 em mulheres (1). O número de mortes fica por volta de 15.400 (1). 

Hoje, o câncer colorretal ocupa a terceira posição nas estatísticas mundiais de incidência de doenças malignas, com aproximadamente 1.200.000 de casos anualmente, perdendo apenas para o câncer de pulmão e mama. Nos países desenvolvidos, é a primeira causa de neoplasia, e no Brasil é o quarto câncer mais frequente em homens e o terceiro em mulheres (2).  

As populações de maior risco são (3): 

  • Pessoas acima de 50 anos; 
  • Pessoas com histórico familiar de pólipos e câncer de intestino; 
  • Pacientes com Retocolite ulcerativa (tipo de doença inflamatória intestinal); 
  • Indivíduos com Doença de Crohn; 
  • Pacientes com Câncer de Mama, Ovário ou Útero. 

Caso o paciente faça parte de um dos grupos de risco, é necessário começar o rastreamento a partir dos 40 anos, incluindo colonoscopia (3). 

 

Causas 

Normalmente os tumores começam com pólipos (crescimento desordenado das células do tecido de um órgão), com lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso (1).   

 

Sintomas 

Mudanças de hábitos intestinais (ficar constantemente com diarreia ou começar a sentir prisão de ventre quando não é um comportamento normal para o organismo), desconforto abdominal (gases ou cólicas), sangramento nas fezes, sangramento anal e sensação de que o intestino não está vazio após a evacuação são alguns possíveis sinais da doença (1).  

Além disso, é possível ocorrer perda de peso sem razão aparente, cansaço, fezes pastosas e escuras, náuseas, vômitos, dores na região anal e esforço ineficaz para evacuação (1). 

Um sinal de atenção é para pessoas acima de 50 anos com anemia de origem indeterminada, que tenham suspeita de perda crônica de sangue – o ideal é que façam endoscopia gastrointestinal superior e inferior (1).  

 

Diagnóstico 

Por meio da endoscopia, é feita a retirada de fragmento (biópsia) para identificar o tecido suspeito e fazer o diagnóstico correto do material (1). 

 

Prevenção 

Além do acompanhamento médico constante, uma forma de prevenir a formação de tumores é com a remoção dos pólipos antes que se tornem malignos (1). 

Indivíduos a partir de 50 anos devem realizar todos os anos pesquisa de sangue oculto nas fezes, e também retossigmoidoscopia (exame indicado para visualizar alterações ou doenças que afetam o intestino grosso) a cada 5 anos (3). Além disso, pessoas acima de 60 anos devem realizar colonoscopia ou enema opaco a cada 10 anos (3).  

 

Tratamento 

O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Geralmente, o primeiro passo é a cirurgia para a retirada da parte do intestino acometido pela doença que pode ser seguido ou precedido de quimioterapia ou radioterapia (1). 

 

Fontes: 
1 – Instituto Nacional de Câncer – INCA – “Colorretal”. Disponível em http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/colorretal  
2- LUPINACCI, Renato Micelli; COELHO, Fabrício Ferreira; PERINI, Marcos Vinicius; LOBO, Edson José; FERREIRA, Fábio Gonçalves; SZUTAN, Luiz Arnaldo; LOPES, Gaspar de Jesus; HERMAN, Paulo. 2012.  Manejo atual das metástases hepáticas de câncer colorretal – recomendações do Clube do Fígado de São Paulo. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rcbc/v40n3/16.pdf  
3- BIN, Fang Chia. Rastreamento para câncer colorretal. 2002. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302002000400020&script=sci_arttext