A doença falciforme, que passa dos pais para os filhos, é um tipo de anemia causada por alteração da forma dos glóbulos vermelhos do sangue, que fica em formato parecido com uma foice¹. 

 

Causas 

É ocasionada por uma mutação na hemoglobina (sangue) que pode diminuir a vida média dos glóbulos vermelhos, causando episódios de dor e lesões de órgãos¹. 

 

Sintomas 

As pessoas com anemia falciforme têm sintomas muito variados. Elas podem não sentir quase nada, necessitando ou não de transfusão de sangue, o que corresponde a uma grande qualidade de vida². Mas existem algumas pessoas que, mesmo com acompanhamento médico adequado, têm crises muito graves e podem ter sintomas como que podem até levar à morte, como por exemplo²: 

  • Dores ósseas; 
  • Dores na barriga; 
  • Infecções de repetição (de trato respiratório); 

Alguns doentes podem ter crises de anemia mais intensas e mais rápidas, necessitando de várias transfusões de sangue com urgência. As crises variam de gravidade e de tipo conforme a idade da pessoa² 

Os bebês têm mais infecções e dores com inchaço nas mãos e nos pés. Nas crianças maiores, elas estão mais localizadas nas pernas, nos braços e na barriga². Alguns doentes podem ter até mesmo derrames cerebrais, com lesões graves e definitivas. No dia-a-dia, as crianças com anemia falciforme são diagnosticadas com palidez e muitas vezes apresentam o branco dos olhos amarelado, como na hepatite, sintoma que chamamos de icterícia² 

Nos adultos, as crises mais frequentes também são de dores nos ossos e complicações devido a danos ocorridos ao longo de sua vida, aos órgãos mais importantes, tais como o fígado, os pulmões, o coração e os rins. Na idade adulta também é comum o aparecimento de úlceras (feridas) nas pernas, que são machucados graves de difícil cicatrização².  

 

Diagnóstico 

O diagnóstico precoce, na primeira semana de vida, realizado pelos Serviços de Referência em Triagem Neonatal nos estados da Federação, é essencial para a identificação, quantificação e acompanhamento dos casos³. O exame é público e gratuito nas unidades de saúde mais próximas da moradia da criança recém-nascida e deve ser realizado na primeira semana de vida³ 

 

Prevenção 

Programas preventivos para Doenças Falciformes devem levar em consideração a população analisada, a melhor forma de coleta das amostras e da resposta ao programa, visando reduzir a mortalidade4. Além disso, o correto aconselhamento genético e educacional, e o acompanhamento dos casos diagnosticados, poderão auxiliar na diminuição da morbidade e mortalidade4. 

 

Tratamento 

Não há tratamento específico4Assim, são tomadas medidas gerais e preventivas para aliviar as consequências da anemia crônica, crises e infecções4. Estas medidas incluem boa nutrição, higiene, diagnóstico precoce de infecções, manutenção de boa hidratação e evitar condições climáticas adversas4. Além disso, acompanhamento ambulatorial 2 a 4 vezes ao ano e educação da família e paciente sobre a doença são importantes no bem-estar social e mental4. 

Apesar dos sintomas, o médico fará uma avaliação completa considerando o histórico do paciente e todas as possíveis variáveis de quadros clínicos. 

 

Fontes: 
1 – Ministério da Saúde – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas. Doença Falciforme 2010. Disponível emhttp://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2014/abril/02/pcdt-doenca-falciforme-livro-2010.pdf Último acesso em 8 de março de 2019. 
2 – Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada. Manual da anemia falciforme para a população / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Especializada. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2007. 24 p. : il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos). Disponível em http://www.saude.sp.gov.br/resources/ses/perfil/cidadao/orientacao/manual_da_anemia_falciforme_para_a_populacao.pdf Último acesso em 8 de março de 2019. 
3 – Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada. Doença falciforme: condutas básicas para tratamento / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Especializada. Brasília : Ministério da Saúde, 2012.. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doenca_falciforme_condutas_basicas.pdf. Último acesso em 8 de março. 
4 – Manual de Diagnóstico e Tratamento de Doença Falciformes. – Brasília : ANVISA, 2001. Dra. Beatriz Mac-Dowell Soares Gerente Geral de Sangue, outros Tecidos e Órgãos GGSTO/ANVISA/MS. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/anvisa/diagnostico.pdf. Último acesso em 8 de março de 2019.