A doença é causada pelo vírus que leva o mesmo nome, Zika, identificado pela primeira vez no país em 2015 (1), com o primeiro caso em Campinas (SP) (1).  

O Vírus Zika (ZIKV) é um arbovírus transmitido pelo mosquito do gênero Aedes, e até 2007 haviam sido documentados apenas 14 casos de pessoas infectadas (1). Neste mesmo ano, ocorreu uma epidemia na ilha de Yap (Micronésia), com 49 casos confirmados e 73% da população infectada, com 13,3% delas com os sintomas (1). Após isso, a epidemia se espalhou por outros lugares, chegando ao Brasil (1). Hoje em dia sabe-se que o vírus circula pela África, Américas, Ásia e no Pacífico (2).  

 

Causas 

A transmissão ocorre, principalmente pela picada do mosquito do gênero Aedes infectado, que circula em zonas tropicais, subtropicais e temperadas (3). Existem poucos casos documentados da transmissão por via sexual, perinatal (pelo contato do bebê com a mãe infectada no nascimento) e pela transfusão de sangue (3). 

 

Sintomas 

Os sintomas são semelhantes aos de outras infecções por arbovírus, e incluem (2): 

  • Febre; 
  • Erupções na pele; 
  • Conjuntivite; 
  • Mialgia (fraqueza muscular); 
  • Artralgia (dor articular); 
  • Mal-estar; 
  • Cefaleia (dor de cabeça). 

Normalmente as manifestações têm duração de dois a sete dias (2). 

 

Diagnóstico 

O diagnóstico se dá por meio de um exame chamado PCR (reação em cadeia da polimerase) – técnica laboratorial que multiplica segmentos de DNA -, e também pelo isolamento do vírus em amostras de sangue (2).  

 

Prevenção 

Da mesma forma que a dengue, que é transmitida pelo mosquito do gênero Aedes, a prevenção do Zika se dá pelo controle de reprodução do agente transmissor (4): 

  • Evitar o uso de pratos nos vasos de plantas – caso opte por usá-los, certifique-se de que não acumule água, mantendo a limpeza ou com o uso de areia; 
  • Mantenha bebedouros de animais limpos, com água limpa;  
  • Mantenha fechados depósitos de água (potes, tambores, pneus…); 
  • Cuide da limpeza de calhas e lajes; 
  • Trate a água das piscinas; 
  • Guarde garrafas vazias com a boca para baixo; 
  • Elimine águas acumuladas nas plantas ou qualquer outro objeto; 
  • Identifique sinais de risco na vizinhança; 
  • Não jogue lixo em terrenos baldios; 
  • Mantenha o lixo tampado. 

 

Tratamento 

Atualmente não existe um tratamento específico e nem vacina (2), e o tratamento foca no controle dos sintomas. Sendo assim, a maneira de tratar é com o acompanhamento médico.  

 

Fontes: 
1- Departamento de Vigilância em Saúde – Departamento Municipal de Saúde. Informe técnico – Zika vírus. 2016. Disponível em https://www.caism.unicamp.br/PDF/Informe_Tecnico_01_%20ZIKA_VIRUS_jun_2016.pdf  
2 – World Health Organization. Doença do vírus Zika. 2016. Disponível em https://www.who.int/mediacentre/factsheets/factsheet-zika-virus-portuguese.pdf 
3- PINTO JUNIOR, Vitor Laerte; LUZ, Kleber; PARREIRA, Ricardo; FERRINHO, Paulo. Vírus zika: revisão para clínicos. 2015. Disponível em https://www.minsaude.gov.cv/index.php/documentosite/zika-1/311-virus-zika-revisao-para-clinicos/file  
4- Ministério da Saúde – Secretaria de Vigilância em Saúde e Secretaria de Atenção à Saúde. O agente comunitário de saúde no controle da dengue. 2009. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/agente_comunitario_saude_controle_dengue.pdf