A ansiedade e a depressão estão entre os transtornos mentais mais habituais (1), e sintomas em comum geram dúvidas e dificuldades no diagnóstico

 

Diagnosticar determinados transtornos psiquiátricos como depressão ou ansiedade (2) nem sempre é fácil. Isso porque muitas vezes observa-se a existência de sintomas ansiosos, crises de pânico, medos patológicos e obsessões durante episódios depressivos. Já nos estados ansiosos o desenvolvimento de sintomas depressivos também é frequente em pessoas que sofrem de ansiedade.

A seguir, vejamos algumas das características mais comuns de cada transtorno, assim como as principais associações entre os dois.

 

ANSIEDADE
A ansiedade pode ser caracterizada (3) como um estado de agitação acompanhado de diversos sintomas somáticos e psíquicos. Algumas das principais queixas físicas são taquicardia, sudorese, respiração acelerada, dores e contraturas musculares, calafrios, dormência, sensação de sufocação e outros. No âmbito psíquico são comuns os relatos de tensão, nervosismo, insegurança, apreensão, sensação de ‘estar no limite’, mal-estar indefinido, despersonalização, entre outros.

 

DEPRESSÃO
A depressão pode se manifestar de diversas formas, e também apresenta sintomas tanto somáticos quanto psíquicos. Os principais sintomas somáticos são distúrbios do sono, apetite e alteração de peso , diminuição da libido, entre outros. Já entre as queixas psíquicas, algumas mais comuns são fadiga, sensação de perda de energia, tristeza, dificuldade de concentração, insegurança e muitas outras. Também é frequente observar alterações comportamentais , como retraimento social, crises de c horo, abandono de atividades habituais e de cuidado com si mesmo, e até inclinações suicidas (3).

 

ANSIEDADE E DEPRESSÃO

Existem algumas associações clínicas possíveis (2) entre estes transtornos que se apresentam como, por exemplo: transtorno misto ansioso e depressivo; depressão e transtorno ansioso generalizado; depressão e transtorno do pânico; depressão e transtorno obsessivo-compulsivo. Cada uma dessas variações apresenta sua particularidade, e para um diagnóstico correto é necessário o acompanhamento médico e avaliações cuidadosas, considerando os aspectos objetivos e subjetivos envolvidos em cada caso.

 

É sempre bom lembrar que tanto a depressão quanto a ansiedade têm tratamento e podem ter seus sintomas atenuados com algumas atividades simples do cotidiano. Fazer exercícios físicos, passear em locais ao ar livre, manter uma alimentação saudável, curtir atividades culturais e cultivar pensamentos positivos são medidas importantes que podem reduzir a incidência dos transtornos paralelamente ao tratamento médico.

 

 


Fontes:
1. OPAS/OMS. OMS registra aumento de casos de depressão em todo o mundo; no Brasil são 11,5 milhões de pessoas. Disponível em <https://nacoesunidas.org/oms-registra-aumento-de-casos-de-depressao-em-todo-o-mundo-no-brasil-sao-115-milhoes-de-pessoas/> Acesso em 09 maio 2018.
2. STOPPE JÚNIOR, A. Depressão e ansiedade. Revista Brasileira de Medicina,
São Paulo, volume 59, n. 4, p. 221-228, abr. 2002. Disponível em: <http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?id_materia=1871&fase=imprime>.
Acesso em 9 de maio de 2018.
3. FIGUEIREDO, Maria Silvia Lopes. Transtornos ansiosos e transtornos depressivos: aspectos diagnósticos. Rev. SPAGESP, Ribeirão Preto , v. 1, n. 1, p. 89-97, 2000 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-29702000000100013&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 09 maio 2018.