Dor de cabeça acontece em qualquer região do local: de apenas um lado ou de ambos, podem ser isoladas ou em determinada localização (1). Elas podem, inclusive, irradiar de um ponto para outro, fazer latejar ou causar uma sensação de dor surda (1). Podem aparecer gradualmente ou de repente e ter diferentes durações (1). Ao menos 63 milhões de brasileiros sofrem com dores de cabeça regulares (1).  

Existem mais de 200 tipos delas, com sintomas diferentes que as classificam para identificar o melhor tratamento (1). A maioria não é resultado de doença grave, mas algumas podem estar ligadas à condições graves e requerem emergência (1). 

Existem diversos gatilhos que podem ocasioná-la. Entre os mais comuns, estão (1): 

  • Estresse; 
  • Muito calor; 
  • Dormir mal; 
  • Alimentos; 
  • Pular refeições; 
  • Postura incorreta; 
  • Esforço exagerado; 
  • Cheiros fortes. 

No entanto, com alguns métodos/dicas, é possível prevenir ou reduzir as dores (1): 

  • Dormir o suficiente; 
  • Ter uma alimentação saudável; 
  • Praticar exercícios regularmente; 
  • Aprender a postura adequada; 
  • Fazer meditação, respiração profunda, yoga ou outras técnicas; 
  • Evitar o tabagismo; 
  • Alongar o pescoço/parte superior quando muito tempo sentado; 
  • Usar óculos adequados, caso seja necessário. 

Entre as cefaleias primárias está a enxaqueca (1), doença muito mais comum do que se imagina – pode afetar cerca de 20% das mulheres e entre 5% a 10% dos homens (2). Ela é crônica e pode ser confundida com uma simples dor de cabeça e não receber o tratamento adequado (2).  

A enxaqueca é uma doença neurovascular que se caracteriza por crises repetidas de dor de cabeça que ocorrem em frequências variáveis: algumas pessoas sofrem poucas crises durante a vida, enquanto outras relatam diversos episódios em um período de um mês, por exemplo (2).  

A crise de enxaqueca normalmente é caracterizada por uma dor que envolve metade da cabeça, piora com atividade física e está frequentemente associada à náusea, vômitos e desconforto com a exposição à luz e sons altos, com duração de cerca de 72 horas (2). Nem sempre os pacientes apresentam todos os sintomas, mas o médico é capaz de reconhecer a enxaqueca pelo quadro clínico (2).  

Algumas causas para a enxaqueca (2): 

  • Estresse; 
  • Sono prolongado; 
  • Jejum; 
  • Traumas cranianos; 
  • Alimentos; 
  • Privação de cafeína – entre as pessoas que consomem grandes quantidades; 
  • Uso de medicamentos vasodilatadores; 
  • Exposição a ruídos altos; 
  • Mudanças súbitas de pressão atmosférica; 
  • Exposição a odores e temperaturas elevadas; 
  • Alterações climáticas; 
  • Exercícios intensos;  
  • Queda de níveis hormonais. 

É possível evitar crises de enxaqueca com algumas medidas, identificando possíveis fatores desencadeantes (2): 

  • Distribuir adequadamente a carga de trabalho, evitando acúmulo ou estresse; 
  • Evitar dormir por um período muito longo; 
  • Evitar fadiga excessiva; 
  • Fazer refeições em horários regulares e não pular; 
  • Eliminar alimentos que podem desencadear crises; 
  • Reduzir a ingestão de café ou chá; 
  • Evitar o uso de analgésicos sem supervisão médica; 
  • Evitar a exposição a luzes, ruídos e cheiros fortes; 
  • Não praticar exercícios intensos em dias muito quentes. 

 

Fontes: 
1 – Sociedade Brasileira para Estudo da Dor. Dor de Cabeça. Disponível em http://www.sbed.org.br/lermais_materias.php?cd_materias=371  
2- Sociedade Brasileira de Cefaleia. Tipos de dor de cabeça. 2014. Disponível em https://sbcefaleia.com.br/noticias.php?id=192