O Acidente Vascular Cerebral refere-se a um conjunto de sintomas de deficiência neurológica que duram ao menos 24 horas e resultam de lesões cerebrais provocadas por alterações de irrigação sanguínea (1). Tem início agudo de um problema neurológico, refletindo envolvimento focal do sistema nervoso por um distúrbio na circulação sanguínea cerebral (1). São classificados como hemorrágico ou isquêmico, sendo o último o mais frequente – corresponde a 85% dos casos (2).  

A angina é uma síndrome clínica caracterizada por dor ou desconforto em qualquer uma dessas regiões: tórax, epigástrio (região superior e mediana do abdômen), mandíbula, ombro, dorso ou membros superiores, normalmente desencadeada ou agravada com atividade física ou estresse (3). Normalmente acomete portadores de DAC (Doença Arterosclerótica Coronariana), mas também pode ocorrer em casos de doença cardíaca valvar, cardiomiopatia hipertrófica e hipertensão não controlada (3).  

Como os sintomas de dor torácica acontecem em outras doenças, muitas vezes a angina é confundida com outros diagnósticos – é o caso do AVC, por exemplo (3). Desta forma, é necessário conhecer as principais causas e sintomas de cada uma para identificar os problemas da melhor maneira possível (3).  

Existem dois tipos de AVC: o isquêmico e o hemorrágico (4). Ambos têm duração superior a 24 horas (4). Para ler mais sobre o AVC, clique aqui. Entre os sintomas, destacam-se (2): 

  • Fraqueza/formigamento na face/braço ou perna em apenas um lado do corpo; 
  • Confusão, alteração da fala ou compreensão; 
  • Alteração na visão (em um ou ambos os olhos); 
  • Alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou no andar; 
  • Dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente. 

O episódio de angina dura alguns minutos, é precipitado por exercício físico ou estresse emocional, e normalmente tem melhora ou alívio com o repouso (3). Um desconforto repentino, fugaz, ou então contínuo, com duração de várias horas, raramente é angina (3). Entre os sintomas associados, estão (3): 

  • Sudorese; 
  • Náusea;  
  • Vômito; 
  • Palidez; 
  • Dispnéia (falta de ar ou desconforto para respirar); 
  • Hemoptise (expectoração de sangue dos pulmões, traqueia e brônquios);  
  • Síncope (desaparecimento de fonemas no interior de vocábulo). 

O diagnóstico do AVC leva em conta a presença de fatores de risco e a tomografia como exame mais usado para avaliação (2). Já o diagnóstico de angina leva em conta exames clínicos para a melhor identificação (4). O médico especialista identifica os principais sintomas e analisa o melhor tratamento para cada caso. 

 

 

Fontes: 
1- CANCELA, Diana Manuela Gomes. O acidente vascular cerebral – classificação, principais consequências e reabilitação. 2008. Disponível em http://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0095.pdf  
2- Ministério da Saúde – Acidente Vascular Cerebral – AVC. 2017. Disponível em http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/acidente-vascular-cerebral-avc  
3- CÉSAR, Luiz Antonio Machado. Diretrizes de doença coronariana crônica angina estável. 2004. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2004002100001  
4 – Revista Brasileira de Medicina. BRAGA, Jorge Luiz; ALVARENGA, Regina M. P.; NETO, João B. Mascarenhas de Moraes. Acidente Vascular Cerebral. Sociedade Disponível em http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?id_materia=2245&fase=imprime