Você sabia que existem doenças que afetam muito mais as mulheres do que os homens? Seja por questões genéticas ou de estilo de vida, essa lista é grande e merece atenção. Neste Dia Internacional da Mulher, aproveite para compartilhar com as mulheres de quem você gosta essas informações e ajude a cuidar do que elas têm de mais valioso: sua saúde.

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Mas atenção: essas dicas não são válidas apenas para hoje. Ter uma boa saúde significa cuidar dela todos os dias, buscando a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento correto!

CÂNCER DE MAMA – é a segunda causa de morte no Brasil, com estimativa de 58 mil novos casos por ano de acordo com o Inca. O câncer é um tumor causado por uma multiplicação exagerada das células e considerado maligno quando começa a se espalhar e invadir inclusive outros órgãos além da mama. Tem altos níveis de cura quando diagnosticado precocemente; porém, muitas mulheres não realizam o autoexame ou exames periódicos e, quando descobrem o câncer, ele já está em estágio avançado. Fazer o autoexame é fácil, rápido e pode salvar vidas. A mamografia deve ser feita anualmente em mulheres com mais de 40 anos.

ENDOMETRIOSE – dados da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva revelam que de 10% a 14% das mulheres em idade reprodutiva apresentam a endometriose. Conhecida como “doença da mulher moderna”, o problema acomete principalmente aquelas que estão na casa dos 30 anos, sem filhos, que trabalham e vivem em grandes cidades. São 180 milhões de mulheres no mundo e, apenas no Brasil, seis milhões delas sofrem com a doença. As causas que levam ao aparecimento da endometriose ainda não são totalmente conhecidas, mas a hereditariedade é um fator que deve ser considerado, já que pacientes que têm mãe ou irmã com endometriose possuem um risco maior de desenvolver a doença. A endometriose lidera as causas de infertilidade entre mulheres acima dos 25 anos. Estima-se que aproximadamente 30% a 40% das pacientes inférteis tenham algum grau de endometriose. Porém, com o tratamento adequado a gravidez torna-se possível.

HPV – o papiloma vírus humano atinge cerca 360 milhões de pessoas no mundo, sendo a quarta causa de morte de mulheres no Brasil, atrás do AVC, infarto e câncer de mama. Por ano, são mais de 18 mil casos e quase 5 mil óbitos. Estudos comprovam que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Os exames preventivos, como Papanicolau e colposcopia, são indispensáveis para detectar a presença do vírus e tratá-lo adequadamente, evitando agravamentos como o câncer de colo de útero, o terceiro tipo de câncer mais comum em mulheres e responsável, anualmente, pela morte de 275 mil mulheres em todo o mundo.

OSTEOPOROSE – a doença, que resulta da carência de cálcio no organismo, atinge 10 milhões de pessoas no Brasil. Apesar de ter uma predisposição genética, o estilo de vida também pode agravar o problema – como sedentarismo, alimentação inadequada, fumo, álcool e café em excesso. A prevenção está diretamente ligada a uma dieta rica em cálcio e à prática de exercícios físicos para fortalecer a musculatura.

ALZHEIMER – estudos realizados nos EUA demostraram que a variante genética mais comumente associada à doença afeta as mulheres, mas não os homens. Além disso, também são apontadas como fatores para a incidência maior em mulheres: diferenças na anatomia do cérebro, na redução de volume associado à idade e no processo de metabolismo de glicose. Estima-se que aproximadamente 35 milhões de pessoas em todo o mundo convivam com a doença, sendo 1,2 milhões apenas no Brasil. Como ainda não há cura, esse número que pode chegar a 115 milhões até 2050.

LUPUS – ainda pouco conhecido pela população, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) estima 65 mil brasileiros tenham a doença, sendo que 90% dos casos são mulheres. É uma doença auto-imune, ou seja, o sistema imunológico ataca os tecidos saudáveis por engano e, com o tempo, causa danos à pele, articulações e órgãos como fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Quando diagnosticada, é fundamental que a paciente se previna de infecções, que podem deixar o organismo ainda mais vulnerável.

ESCLEROSE MÚLTIPLA – também é uma doença auto-imune, que afeta o sistema nervoso central e causa inflamação no cérebro e na medula espinhal. Acomete com mais frequência mulheres brancas e jovens, sendo que os primeiros sintomas aparecem entre os 20 e 40 anos. Apesar de se manifestar em indivíduos que carregam um gene de suscetibilidade, não se trata de uma doença hereditária. Há tratamentos que ajudam a diminuir os sintomas, mas ainda não há cura.

Fontes: Veja; Terra; Minha Vida.