A dor nas costas acompanha o homem desde o início dos tempos¹. Estima-se que de 70% a 85% da população terá algum episódio de dor nas costas no decorrer da vida¹. As modificações corporais que acompanham os indivíduos com o passar dos anos e a ocorrência de doenças crônicas acarretam um desgaste nos componentes de sustentação da coluna, alterando a anatomia e a fisiologia, levando, consequentemente, a doenças variadas e à possibilidade de ocorrência de dor nas costas¹.  

 

Causas 

A dor nas costas é causada por doenças inflamatórias, degenerativas, neoplásicas, defeitos congênitos, debilidade muscular, predisposição reumática, sinais de degeneração da coluna ou dos discos intervertebrais etc¹. Entretanto, frequentemente, a dor nas costas não decorre de doenças específicas, mas sim de um conjunto de causas, como fatores sociodemográficos (idade, sexo, renda e escolaridade), comportamentais ( fumo e baixa atividade física), exposições ocorridas nas atividades cotidianas (trabalho físico extenuante, vibração, posição viciosa, movimentos repetitivos) e outros (obesidade, morbidades psicológicas)¹.  

 

Diagnóstico 

O médico tem papel fundamental no diagnóstico e necessita sobretudo de uma história detalhada da dor, fatores associados e um exame físico meticuloso para um correto diagnóstico². O diagnóstico é, via de regra, clínico².  Quando há persistência da dor por mais 4-6 semanas exames de imagem podem ser solicitados². 

 

Tratamento 

O objetivo inicial do tratamento é o alívio da dor². Podem ser usadas várias medicações incluindo analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes, corticoides e opioides, sempre após avaliação do risco-benefício de cada uma delas². O repouso, embora recomendado na fase aguda, deve limitar-se a um curto período uma vez que seu prolongamento retarda a recuperação e favorece o processo de se tornar uma dor cônica sobretudo por facilitar a perda de força muscular² 

 

A reabilitação com exercícios de alongamento e fortalecimento muscular além da reeducação postural são fundamentais para reduzir os sintomas e prevenir o retorno das dores².  Outras intervenções incluem acupuntura, terapia cognitivo-comportamental e infiltração². Os coletes e cintas só devem ser usados na crise aguda ou quando há instabilidade da coluna². 

 

Prevenção  

É possível prevenir dores nas costas ao conhecer e adotar orientações posturais, manter uma vida ativa fisicamente, manter um peso corporal adequado, adotar medidas de controle do estresse (equilíbrio entre trabalho e lazer, prática de esportes, técnicas de relaxamento como meditação), e executar seu ofício em ambiente que adote orientações físicas e organizacionais, observando as pausas necessárias e evitando turnos prolongados de trabalho³. Os alongamentos devem fazer parte da sua vida diária porque relaxam a mente e regulam o corpo4A prática regular de alongamentos ajuda a prevenir lesões nas colunas, diminui a tensão muscular e torna o corpo mais relaxado4 

 

Fontes: 
1 – Prevalência de dor nas costas e fatores associados em adultos do Sul do Brasil: estudo de base populacional. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbfis/v15n1/AOP%20002_11.pdfAcesso no dia 22 de abril de 2019.  
2– Lombalgia – Sociedade Brasileira de Reumatologia. Disponível em https://www.reumatologia.org.br/doencas-reumaticas/lombalgia/. Acesso no dia 22 de abril de 2019. 
3– Lombalgia Ocupacional – Sociedade Brasileira de Reumatologia. Disponível em https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/lombalgia-ocupacional/. Acesso no dia 22 de abril de 2019. 
 4– CUIDADOS COM A COLUNA– Senado Federal. Disponível em https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/243137/cuidados_com_a_coluna.pdf?sequence=1Acesso no dia 22 de abril de 2019.