A endometriose atinge cerca de 5% a 15% das mulheres no período reprodutivo (1) e entre 3% a 5% na fase pós-menopausa (1). O número aproximado de casos no mundo inteiro é de mais de 70 milhões (1), e em países industrializados é uma das principais causas de hospitalização ginecológica (1).  

Afinal, o que é a endometriose? A doença é caracterizada pela presença de tecido localizado fora da cavidade do útero, normalmente no peritônio pélvico (revestimento dos órgãos abdominais), nos ovários ou no septo retovaginal (2).  

Um dos motivos mais conhecidos para o surgimento da doença é a “menstruação retrógrada”, que é quando o fluxo sanguíneo volta pelas tubas uterinas e é derramado em órgãos próximos da região (3). Outra explicação é a falha no sistema imunológico (3) e uma terceira hipótese é a transformação das células que assumem características do endométrio fora do útero (3). 

Estudos apontam que em alguns casos ter a doença na família pode ser um fator de risco para seu desenvolvimento (3) e que cerca de 5% a 16% das mulheres férteis e assintomáticas podem apresentar lesões de endometriose pélvica (3), que normalmente são superficiais e classificadas como endometriose mínima ou leve (3).  

Uma das principais preocupações em relação à doença é a infertilidade, mesmo que cerca de 50% das mulheres com endometriose possam engravidar sem o tratamento (3). Os índices apontam que entre 50% a 70% das mulheres com a doença tem infertilidade, e que cerca de 40% das mulheres inférteis tem endometriose (3).  

Alguns principais sintomas da endometriose (3): 

  • Cólica menstrual (presente em 90-95% dos casos); 
  • Dor profunda na vagina ou na pelve durante relação sexual; 
  • Dor pélvica contínua não relacionada à menstruação; 
  • Constipação intestinal ou diarreia no período menstrual; 
  • Dor para evacuar; 
  • Sangramento nas fezes; 
  • Dor para urinar; 
  • Sangramento na urina; 
  • Infertilidade. 

Caso apresente algum desses sintomas, o ideal é consultar um médico para avaliar o caso e solicitar possíveis exames para o diagnóstico correto da doença.  

 

Fontes: 
1 – Revista da Associação Médica Brasileira. Aspectos epidemiológicos e clínicos da endometriose pélvica – uma série de casos. BELLELIS, Patrick; DIAS JE, João Antônio; PODGAEC, Sérgio; GONZALES, Midgley; BARACAT EDMUND, Chada; ABRÃO, Maurício Simões. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302010000400022 
2 – Aspectos atuais do diagnóstico e tratamento da endometriose. NÁCUL, Andrea Prestes; SPRITZER, Pou Mara. 2010. Disponível em https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/62009/000865335.pdf?sequence=1  
3 – Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva. O que é endometriose? Disponível em http://www.sbendometriose.com.br/site/conteudo.aspx?IdConteudo=102#conteudo