Os distúrbios do sono podem provocar graves consequências na vida das pessoas, pois diminuem o funcionamento diário e podem fazer com que doenças surjam ou sejam agravadas¹. A qualidade e quantidade do sono são essenciais para que as atividades diárias sejam produzidas normalmente. 

Hoje, os distúrbios de sono estão entre as queixas mais comuns entre os pacientes² – uma pesquisa indica que cerca de 6% da população adulta têm insônia, 12% inferem-se a sintomas de insônia com consequência diurna e 15% estão insatisfeitos com o sono³.  A insônia pode ser responsável por diversos problemas, tais como4: 

 

  • Faltas e baixa produtividade de trabalho;
  • Qualidade de vida reduzida;
  • Dificuldade de concentração ou de expressar emoções;
  • Incapacidade de resolver problemas;
  • Falhas de memória;
  • Sonolência excessiva durante o dia;
  • Alterações de humor.

Existem aspectos que podem auxiliar para um diagnóstico definitivo dos distúrbios do sono. Entre os sintomas e queixas, estão³: 

  • Dificuldade de adormecer;
  • Dificuldade de manter o sono;
  • Pobre qualidade de sono;
  • Perturbação do sono pelo menos três vezes por semana por um período mínimo de um mês;
  • Interferência da qualidade de sono na vida social e ocupacional do paciente. 

 

Duração do sono 

O tempo de sono varia de acordo com a idade e período de desenvolvimento das pessoas¹. Recém-nascidos têm uma média de 16 horas por dia de sono, até chegar em 12 horas por dia aos 6 meses de idade¹. Depois disso, a queda é de cerca de 30 minutos por ano, até chegar aos 5 anos¹. 

 

Como manter uma boa qualidade de sono? 

Há alguns hábitos / dicas que podem auxiliar na qualidade e quantidade do sono. São eles5: 

  • Manter os mesmoshorários de início e término do sono; 
  • Dormir em locais escuros e silenciosos;
  • Evitar estímulos (álcool, drogas, exercícios, comidas calóricas, TV, rádio, internet…);
  • Evitar deixar o relógio na frente da cama;
  • Deitar apenas quando sentir sono, e após deitar, evitar atividades que possam servir como estimulação.

 

Fontes: 
1 – MÜLLER, Mônica Rocha; GUIMARÃES, Suely Sales. Impacto dos transtornos do sono sobre o funcionamento diário e a qualidade de vida. 2007. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/estpsi/v24n4/v24n4a11.pdf. Último acesso no dia 11 de março de 2019.  
2- RIBEIRO, Nelson Ferreira. Tratamento da Insônia em Atenção Primária à Saúde. 2016. Disponível em https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1271 . Último acesso no dia 11 de março de 2019. 
3- VARELA, Maria José V; CARVALHO, João Eduardo C.; VARELA, Maite; POTASZ, Clarisse; PRADO, Lucila BF; CARVALHO, Luciane B. C.; PRADO, Gilmar Fernandes do. Insônia: doença crônica e sofrimento. 2005. Disponível em http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2005/RN%2013%2004/Pages%20from%20RN%2013%2004-3.pdf. Último acesso no dia 11 de março de 2019. 
4- Associação Brasileira de Sono (ABS). https://www.absono.com.br . Último acesso no dia 11 de março de 2019.  
5- SILVA, Alex Sandro Tavares da. Insônia: o grande mal noturno tem solução? 2007. Disponível em http://www.psicologia.pt/artigos/textos/AOP0125.PDF. Último acesso no dia 11 de março de 2019.