Você sabe o que é a leucemia? É um dos tipos de câncer de sangue mais conhecidos (1). Ele começa na medula óssea, líquido que ocupa a parte de dentro dos ossos e produz os componentes necessários para o sangue (1): 

  • Hemácias – chamados também de glóbulos vermelhos, são responsáveis pelo oxigênio; 
  • Leucócitos – também conhecidos como glóbulos brancos, combatem infecções; 
  • Plaquetas – são responsáveis pela coagulação, evitando hemorragias. 

Quando os glóbulos brancos perdem a função de defesa e começam a ser produzidos de forma descontrolada, acontece a leucemia (1). Existem vários tipos dela, sendo quatro deles considerados “primários” (2): 

Leucemia mieloide aguda (LMA) (3) 

Tem como fatores de risco o tabagismo, a exposição prolongada a produtos químicos, síndromes genéticas e mielodisplásicas (problemas com as células sanguíneas da medula óssea).  

Leucemia mieloide crônica (LMC) (3) 

Fatores de risco são as altas doses de radioatividade (como acidentes nucleares) e a idade avançada (com o passar dos anos, as chances de desenvolvê-la é ainda maior). Normalmente atinge mais homens que mulheres. 

Leucemia linfocítica aguda (LLA) (3) 

A exposição a algumas substâncias químicas pode ser um fator desencadeante, assim como algumas síndromes como a Síndrome de Down. 

Leucemia linfocítica Crônica (LLC) (3) 

Novamente, a exposição à substâncias químicas é um fator de risco, além do uso prolongado de pesticidas. É mais comum em homens que mulheres, e pessoas com parentes de primeiro grau que tiveram a doença também correm mais riscos. 

Outras curiosidades e dados 

As estatísticas apontam que o número de novos casos, anualmente, é de cerca de 10.800, sendo que as mortes ficam por volta de 6.800 todos os anos (2). A doença, infelizmente, não pode ser evitada, uma vez que os fatores de risco associados a ela não podem ser modificados (2).  

Os sintomas incluem (2): 

  • Fadiga; 
  • Falta de ar; 
  • Palpitação; 
  • Dor de cabeça; 
  • Sangramentos (principalmente nas gengivas e nariz); 
  • Pontos roxos na pele; 
  • Gânglios linfáticos inchados (normalmente na região do pescoço e axilas); 
  • Febre e suores noturnos; 
  • Perda de peso sem motivo aparente; 
  • Desconforto abdominal; 
  • Dores nos ossos e articulações. 

Caso afete o Sistema Nervoso Central, ainda pode causar (2): 

  • Náuseas; 
  • Vômitos; 
  • Visão dupla; 
  • Desorientação. 

O mês de fevereiro conscientiza sobre os perigos da leucemia, incentivando a detecção precoce, o que pode facilitar o tratamento (2). Exames clínicos e laboratoriais identificam os sinais, deixando as chances de recuperação maiores (2), e a visita periódica ao médico auxilia o rastreamento de possíveis doenças. 

 

Fontes: 
  1. ABRALE – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia. O que é Leucemia? 2016. Disponível em https://www.abrale.org.br/doencas/leucemia 
  2. INCA – Instituto Nacional de Câncer. Leucemia. 2018. Disponível em https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/leucemia  
  3. ABHH – Associação Brasileira de Hermatologia, Hemoterapia e Terapia Celular – http://www.abhh.org.br/imprensa/metade-dos-brasileiros-nao-conhece-leucemia-2/