A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é comum em homens idosos, e tem impacto na qualidade de vida, interferindo em atividades diárias e no sono dos pacientes (1). A prevalência é alta: atinge até 40% dos homens aos 50 anos, e cerca de 90% aos 90 anos (2). É considerada a segunda maior causa de cirurgia nesta idade (2).  

 

Causas  

A doença está relacionada ao processo de envelhecimento dos homens, que é o principal fator de risco para o desenvolvimento dela (3).  

O índice de prevalência é de 10% aos 25 anos, 50% aos 60 anos e 90% aos 80 anos de idade (3).  

Alguns estudos ainda indicam a predisposição genética para o desenvolvimento da hiperplasia prostática benigna, considerando que cerca de 50% dos homens com menos de 60 anos de idade que realizaram a cirurgia têm herança genética, e os parentes deles têm risco quatro vezes maior para o desenvolvimento da doença (3). 

 

Sintomas  

Existem dois tipos de sintomas: os irritativos (alta frequência urinária, urgência para urinar e nictúria, que é acordar diversas vezes ao longo da noite para urinar); e os obstrutivos (redução do calibre e da força do jato urinário, intervalo entre micções menor que duas horas, esforço ou demora para iniciar a micção, jato intermitente e esvaziamento completo) (3).  

 

Diagnóstico  

O diagnóstico é obtido por meio de entrevista com o médico (que identifica os principais sintomas dos pacientes), exame de urina, PSA – determinação do antígeno prostático específico – para pessoas assintomáticas e o toque retal (3). 

 

Prevenção  

Por não saber ao certo sua causa, não existem formas seguras de prevenção da doença (3). No entanto, é possível aliviar a evolução dela com o tratamento (3). Algumas complicações que a hiperplasia prostática benigna pode trazer (3): 

  • Retenção urinária; 
  • Litíase vesical; 
  • Infecção urinária; 
  • Insuficiência renal; 
  • Hematúria. 

 

Tratamento  

O tratamento tem dois objetivos: aliviar as manifestações clínicas e corrigir as complicações relacionadas ao crescimento da próstata (3). Entre algumas opções, existem (3): 

  • Tratamento de seguimento clínico – orientação e monitoração anual, usada para a maioria dos pacientes; 
  • Alfabloqueadores; 
  • Inibidores de 5-AR; 
  • Terapia combinada – terapias diferentes sendo usadas em conjunto; 
  • Fitoterápicos – diversos extratos e plantas sendo usados como opção de tratamento; 
  • Procedimento cirúrgico – existem opções de cirurgias para retirada de áreas afetadas. 

 

O tratamento ideal para cada caso será avaliado por um médico especialista. 

 

 

Fontes:  
1 – Sociedade Brasileira de Urologia e Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. Hiperplasia Prostática Benigna. 2006. Disponível em https://diretrizes.amb.org.br/_BibliotecaAntiga/hiperplasia-prostatica-benigna.pdf   
2- SANTOS, Pedro Bargão; GOMES, Carrasquinho. Hiperplasia Benigna da Próstara2011. Disponivel em https://repositorio.hff.min-saude.pt/bitstream/10400.10/376/1/Sess%C3%A3o%20Cl%C3%ADnica%20HFF%20Abril%202011.pdf   
3- Sociedade Brasileira de Urologia. Urologia Fundamental. 2010. Disponível em http://www.sbu-sp.org.br/admin/upload/os1688-completo-urologiafundamental-09-09-10.pdf