As primeiras vacinas surgiram no final do século 18, quando o inglês Edward Jenner observou os efeitos da varíola em vacas e em seres humanos (1). Noventa anos depois, em 1880, foi a vez de Louis Pasteur desenvolver a vacina contra raiva (1), e desde então, as principais doenças infecciosas são combatidas com a vacinação massiva da população. Vacinas são importantes não só para crianças, mas também para adultos, mulheres grávidas e idosos – mas você sabe como elas funcionam?

As vacinas são formadas por antígenos, substâncias estranhas ao organismo. Pode ser o vírus do sarampo, da poliomielite ou da varíola, por exemplo, mas em versões enfraquecidas ou mortas. Quando tomamos uma vacina incentivamos o organismo a produzir anticorpos para combater aquela infecção e desenvolver a imunidade. Assim, caso aquela doença apareça novamente, o corpo já está protegido e não deve desenvolver a doença (2).

Campanhas de vacinação no Brasil foram capazes de erradicar a poliomielite – desde a década de 90 não há notificações de novos casos (2). Para que esta e outras doenças continuem controladas, é importante atualizar-se das vacinas necessárias em cada época da vida de uma pessoa. O calendário nacional de vacinação está disponível não só no site do Ministério da Saúde como também nos Postos de Saúde (3). Nas Unidades Básicas é possível também se informar sobre a documentação necessária para manter sua carteirinha de vacinação em dia.

A programação de vacinas para crianças começa desde o nascimento e se estende pelo menos até os 4 anos. Neste período, são cerca de 20 vacinas, entre doses únicas e reforços, protegendo contra as principais infecções que podem atingir essa faixa etária. Na adolescência surgem as vacinas específicas, como contra HPV, ministradas entre os 9 e 14 anos. Adultos e idosos podem se proteger contra Febre Amarela, Dengue e Gripe (3), por exemplo, e gestantes também tem orientações diferenciadas: além das vacinas para adultos, uma mulher precisa tomar uma dose extra contra difteria, tétano e coqueluche (dTpa) quando chega às 20 semanas de gestação (4).

Mantenha sua carteirinha de vacinação em dia e previna-se. Para mais informações sobre o calendário de vacinas, visite o Posto de saúde mais próximo de sua casa ou fale com seu médico. A maioria das vacinas está disponível gratuitamente na rede pública de saúde.

Fontes:
(1) Centro Cultural, Ministério da Saúde – http://www.ccms.saude.gov.br/
(2) Ministério da Saúde – http://portalms.saude.gov.br/acoes-e-programas/vacinacao/importancia-da-vacinacao
(3) Ministério da Saúde – http://portalms.saude.gov.br/acoes-e-programas/vacinacao/calendario-nacional-de-vacinacao
(4) Sociedade Brasileira de Imunização – https://sbim.org.br/acoes/campanha-calendario-de-vacinacao-da-gestante-um-sucesso-de-protecao-para-mae-e-filho