A segunda infecção mais frequente em todo o mundo é a do trato urinário (1). Afeta normalmente mulheres adultas e crianças menores de um ano (1). Sua característica é a presença de bactérias e multiplicação delas no aparelho urinário (2).  

 

Causas 

Nas mulheres, as bactérias vêm do intestino grosso para o trato urinário superior (que pode atingir também os rins) (2). Nos homens acontece raramente por conta da extensão da uretra (2). Em bebês que nascem por parto normal com mães portadoras da bactéria no intestino, a incidência é 4 vezes maior (2).  

As bactérias que podem ocasionar a infecção urinária são (2): 

  • E. coli – responsável por 80% dos casos em mulheres e 40% em homens; 
  • Proteus sp – mais frequente no sexo masculino, pode causar calculose; 
  • Pseudomonas aeruginosaStaphylococcus sp; 
  • Klebesiella sp Streptococcus – mais frequente em adolescentes; 
  • Fungos, vírus e anaeróbicos também pode ser ocasionar a infecção urinária. 

 

Sintomas 

Os sintomas em adultos são (3): 

  • Disúria – dificuldade para urinar acompanhada de dor; 
  • Aumento da frequência urinária; 
  • Urgência para urinar; 
  • Dor no ventre; 
  • Calafrios; 
  • Dor na lombar; 
  • Mal-estar e indisposição. 

Em crianças, o principal sintoma é a dor abdominal; em recém-nascidos, pode ocorrer a perda de peso, febre, complicações neurológicas, diarreia, vômitos e cianose (coloração azul na pele por conta de oxigenação insuficiente); e em idosos, é comum a dor abdominal ou distúrbio de comportamento (3). 

 

Diagnóstico 

A visita ao médico analisa o histórico do paciente, sintomas, hábitos e estilo de vida (2). Para concluir o diagnóstico, é necessário (2): 

  • Exame de urina; 
  • Urocultura (exame de confirmação da infecção urinária); 
  • Hemograma completo; 
  • Hemocultura; 
  • Provas de função renal (ureia, creatinina e outros dados); 
  • Exames por imagem. 

 

Prevenção 

Evitar o contato com os agentes causadores. Por isso, o ideal é fazer a higiene adequada, lavar as mãos e não ter contato com locais possivelmente infectados (2). 

 

Tratamento 

O tratamento é feito com o uso de antibióticos, mas dependendo do caso pode ser usada a quimioprofilaxia (aplicação de substâncias químicas para evitar a propagação da doença), ou até mesmo procedimentos cirúrgicos (2). No entanto, a avaliação deverá ser feita por um médico especialista que vai identificar cada caso (2). 

 

Fontes: 
1 – Sociedade Brasileira de Infectologia e Sociedade Brasileira de Urologia. LOPES, Hélio Vasconcellos; TAVARES, Walter. Diretrizes em Foco – Medicina baseada em evidências. Diagnóstico das infecções do trato urinário. 2005. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302005000600008  
2- Prefeitura da Cidade de São Paulo – Hospital Municipal Infantil Menino Jesus (PMSP) – Protocolo de Assistência Médico-Hospitalar – Infecções Urinárias. Protocolo de Infecção do Trato Urinário. Disponível em https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/HIMJ_protocolo_ITU_1254773676.pdf  
3- Associação Médica Brasileira – Abordagem diagnóstica e terapêutica na infecção do trato urinário. 2003. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/ramb/v49n1/15390.pdf