Leucemia

A leucemia é um dos tipos mais conhecidos de câncer do sangue. Pode afetar todos os tipos de pessoas e acontece quando há produção descontrolada de glóbulos brancos defeituosos na medula óssea (1).  

Existem quatro principais tipos de leucemias, que variam principalmente de acordo com as células afetadas: a Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é o tipo mais comum em crianças, e hoje, 90% dos pacientes em tratamento chegam à cura. Já a Leucemia Linfoide Crônica (LLC) é mais comum em adultos acima de 50 anos. A Leucemia Mieloide Aguda (LMA) é mais comum em adultos acima dos 60 anos, no sexo masculino e em brancos, e a Leucemia Mieloide Crônica (LMC) praticamente só acomete adultos entre 30 e 50 anos e é causada pelo defeito em um cromossomo específico (1).  

 

Causas 

A leucemia geralmente não tem causas conhecidas, mas alguns fatores de risco, como tabagismo e exposição a radiações e a alguns produtos químicos, como pesticidas (2), podem aumentar as chances de ocorrência de Leucemia Mieloide Aguda e Leucemia Linfoide Aguda. Há também um fator hereditário, inclusive para pacientes com histórico familiar de Síndrome de Down, para casos de Leucemia Aguda (2).  

 

Sintomas 

Apesar das diferenças entre tipos de leucemias, os sintomas são parecidos e podem incluir febre e calafrios, fadiga ou fraqueza, infecções frequentes, perda de peso, dor nos ossos ou articulações, além de sangramento fácil, hemorragias nasais ou hematomas (2).  

 

Diagnóstico 

A partir da ocorrência dos sintomas o médico irá solicitar um hemograma completo (exame de sangue) e verificar possíveis alterações. Um exame da medula óssea, chamado mielograma, pode ser necessário para confirmar o diagnóstico (2).  

 

Prevenção 

Até hoje não existem maneiras conhecidas para evitar a maioria dos casos de leucemia. Contudo, mudanças no estilo de vida podem reduzir muito o risco de câncer em geral. No caso da Leucemia Mieloide Aguda, por exemplo, o tabagismo é um dos fatores de risco que podem desencadear a doença. O gênero, a etnia, a idade e o histórico familiar também podem ser fatores, ainda que não determinantes (2).  

 

Tratamento 

Existem diferentes alternativas de tratamento para leucemia. Com o estadiamento da doença, seu prognóstico, e as informações principais do paciente (idade, gênero, sintomas, estado de saúde geral), o médico consegue definir a linha de tratamento ideal: associação de medicamentos, quimioterapia, radioterapia, transplante de células tronco ou transplante de medula. Ainda, é preciso verificar os efeitos colaterais, especialmente no caso da quimioterapia, que podem incluir a perda de cabelo, inflamações e infecções, náuseas e vômitos, além de fadiga. Os tratamentos podem acontecer em várias fases e podem ser elaborados de acordo com uma combinação de terapias (1).

 

Fontes: 
1 – Abrale: https://www.abrale.org.br/doencas/leucemia 
2 – INCA: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/leucemia/definicao