Escutar ou tocar músicas por meio de instrumentos ajudam no desenvolvimento e manutenção dos processos cognitivos(1)

 

Quem nunca escutou uma canção que ouvia durante a infância e foi ‘transportado’ para aquela época por meio da música, resgatando memórias e sensações que pareciam adormecidas?

Por meio do som, revivemos o passado e isso se deve ao fato de que a música é extremamente eficaz na manutenção das funções cognitivas(2). Ela também é capaz de resgatar a identidade sonora das pessoas e, dessa forma, aumentar o amor próprio e a autoconfiança.

A cognição abrange diversos processos mentais(3), que se baseiam em experiências sensoriais, memória, raciocínio, aprendizado, pensamentos, imaginação e representações.

A música, por sua vez, é uma arte que combina sons sucessiva e simultaneamente, de maneira ordenada, equilibrada e proporcional dentro do tempo(4), e também uma ciência, já que as relações entre os elementos musicais são matemáticas e físicas(2). Ela também é considerada uma linguagem universal, e faz parte da história da humanidade desde das primeiras civilizações.

O filósofo grego da Antiguidade Pitágoras já ensinava que determinados acordes e melodias tinham o poder de gerar certas reações no organismo humano(5).

E se escutar música faz bem para a saúde cerebral e dos processos cognitivos, tocar um instrumento musical é ainda mais. Você sabia que essa é uma das atividades humanas mais complexas que existem? Isso porque ela envolve uma interdependência de aspectos cinestésicos (inteligência/percepção dos movimentos), emocionais e cognitivos(6).

Uma execução precisa utiliza-se de movimentos físicos extremamente complexos e também envolve experiências emocionais. Para que essas habilidades sejam desenvolvidas, é necessário que o indivíduo seja capaz de se adaptar às mudanças nos estímulos recebidos e às novas possibilidades de respostas, que são características da plasticidade cerebral(1), ou seja, da capacidade adaptativa do sistema nervoso central.

Diversos estudos comentam sobre a relação do estudo da música e o aperfeiçoamento das habilidades auditivas, linguísticas e metalinguísticas e dos processos cognitivos(4); não é à toa que pessoas que fazem práticas musicais demonstram melhor desempenho nos campos da matemática, vocabulário, leitura e sintaxe, além de habilidades visuoespaciais e motoras mais aguçadas(4).

No mundo em que vivemos hoje, o ritmo cotidiano exige cada vez mais da nossa capacidade cognitiva. É por isso que cuidar bem da saúde cerebral é tão importante para elevar o raciocínio, memória e atenção ao máximo e dar conta de todas as demandas dos tempos modernos.

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Fontes:
1 – MARTINS PEDERIVA, Patrícia Lima; TRISTAO, Rosana Maria. Música e Cognição. Rev. Ciênc. cogn., Rio de Janeiro,  v. 9, p. 83-90, 2006. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-58212006000300009&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 04 julho 2018.
2 – GOMES, Lorena e AMARAL, Juliana Bezerra. Os efeitos da utilização da música para os idosos: revisão sistemática. Rev. Enfermagem Contemporânea, vol. 1, n. 1, p. 11, 2012. Disponível em https://www5.bahiana.edu.br/index.php/enfermagem/article/view/46/46. Acesso em 03 julho 2018.
3 – MICHAELIS. Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Ed. Melhoramentos, São Paulo. Disponível em: <http://michaelis.uol.com.br/busca?id=VbGz>. Acesso em 05 julho 2018.
4 – EUGÊNIO, Mayra Lopes; ESCALDA, Júlia; LEMOS, Stela Maris Aguiar. Desenvolvimento cognitivo, auditivo e linguístico em crianças expostas à música: produção de conhecimento nacional e internacional. Rev. CEFAC [online], São Paulo, v.14, n.5, p.992-1003, 2012. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rcefac/2012nahead/124-11.pdf>. Acesso em 04 julho 2018.
5- CHIARELLI, Lígia Karina Meneghetti e BARRETO, Sidirey de Jesus. A música como meio de desenvolver a inteligência e a integração do ser. Rev. Recre@rte, Santiago de Compostela, Espanha, n. 3, 2005. Disponível em:<http://www.iacat.com/revista/recrearte/recrearte03/musicoterapia.htm>. Acesso em 03 julho 2018.
6 – GALVAO, Afonso. Cognição, emoção e expertise musical. Rev. Psic.: Teor. e Pesq. [online]. 2006, v.22, n.2 [citado 2018-07-05], p.169-174. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-37722006000200006&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 05 julho 2018.