A síndrome dos ovários policísticos é considerada uma doença endócrina, comum em mulheres em idade reprodutiva. Esse distúrbio hormonal provoca a formação de cistos alojados nos ovários e que faz com eles aumentem de tamanho. A síndrome provoca excesso de produção de hormônios androgênicos, como testosterona, e ausência ou diminuição da frequência de ovulação, provocando irregularidade menstrual e dificuldade para engravidar.

Dentre as manifestações clínicas decorrentes desse quadro destacam-se o aparecimento ou o aumento da acne, alopecia (queda de cabelo), obesidade e hirsutismo (crescimento de pelos em locais comuns ao homem4). Há o aumento de peso e maior risco de desenvolver resistência à insulina. O desenvolvimento de câncer de endométrio, diabetes e ataque cardíaco em mulheres também podem estar ligados a síndrome do ovário policístico. Mulheres com essa condição tendem a apresentar quadros de depressão e ansiedade, afetando diretamente sua qualidade de vida³,5.

Os médicos ainda estudam suas causas, embora existam duas teorias: origem genética e resistência à ação da insulina, o que provoca o aumento desse hormônio na corrente sanguínea, desequilibrando o organismo².

A síndrome do ovário policístico não tem cura, mas é possível controlar os sintomas e as complicações com medicamentos (anticoncepcionais orais, remédios para adequar os níveis de insulina, terapias para tratar a infertilidade, entre outros) e mudanças no estilo de vida, com alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos¹. Procurar um médico ginecologista nos primeiros sintomas é importante para um diagnóstico mais abrangente e o início rápido no tratamento. Entretanto, pode ser necessário o suporte de outros profissionais como nutricionista, psicólogo e/ou um educador físico³.

 

 

Fontes:
1- 10 Coisas Que Você Precisa Saber Sobre a Síndrome dos Ovários Policísticos – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Disponível em: https://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-sindrome-dos-ovarios-policisticos/. Último acesso em 27 de agosto de 2020.
2- Síndrome do Ovário Policístico – Blog da Saúde Ministério da Saúde Brasil. Disponível em: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/35160-sindrome-do-ovario-policistico. Último acesso em 27 de agosto de 2020.
3- Silva-de-Sá MF. Qualidade de vida em mulheres com SOP. In: Síndrome dos ovários policísticos. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO); 2018. Cap. 4. p.40-55. (Série Orientações e Recomendações FEBRASGO, n.4, Comissão Nacional de Ginecologia Endócrina).
4- Hirsutismo – Sociedade Brasileira de Dermatologia. Disponível em: https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/hirsutismo/12/. Último acesso em 27 de agosto de 2020.
5- Maciel GA. Uso de sensibilizadores de insulina: Como? Quando? Até quando?. In: Síndrome dos ovários policísticos. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO); 2018. Cap. 7. p.78-87. (Série Orientações e Recomendações FEBRASGO, n.4, Comissão Nacional de Ginecologia Endócrina).