A vertigem é a sensação que o paciente tem de estar girando em torno do ambiente, ou vice-versa¹. É denominada objetiva quando a sensação é de que o meio em volta está girando e subjetiva quando a sensação é de que o corpo gira e o meio está ‘parado’². Na maioria das vezes, decorre de lesão ou disfunção do aparelho vestibular, conjunto de estruturas do ouvido interno¹. Porém, pode ser um sinal de doenças mais graves, como acidente vascular cerebral ou alguma neoplasia próxima ao cerebelo¹.  

 

Vertigem também pode estar presente em patologias como crise epiléptica, alterações oculomotoras, aura de enxaqueca, hipoglicemia, dentre outras². É a forma mais comum de tontura¹. Tinnitus (zumbido) e hipoacusia (redução da acuidade auditiva), e o corpo costuma pender para o lado da lesão vestibular durante a queda, com uma instabilidade que não chega a comprometer a marcha, mas com vertigem intensa, podendo ser acompanhada de prostração, sudorese, palidez, até perda breve da consciência³ 

 

Na vertigem central, não há presença de diminuição da audição ou zumbido, porém pode estar associada a outros sintomas neurológicos, como perda de consciência, déficits focais sensitivos ou motores ou dos nervos cranianos, entre outros. A marcha está comprometida, sendo mais comum ocorrer ato involuntário de andar para trás, apesar de a vertigem ser mais branda³. 

 

O diagnóstico da causa de vertigem, central ou periférica, é eminentemente clínico¹. Na recordação, os principais elementos são a duração e a gravidade da sintomatologia¹. É fundamental a realização do exame neurológico, incluindo a pesquisa de movimento rotatório do globo ocular e, eventualmente, a avaliação da acuidade auditiva¹. 

 

A vertigem nunca é sintoma permanente e contínuo. As lesões permanentes promovem a adaptação do sistema nervoso central (SNC) com seu desaparecimento em dias ou semanas¹. Pode haver eventualmente a recorrência da sintomatologia. É sempre desencadeada ou agravada por movimentos da cabeça¹. Náuseas e vômitos são queixas comuns em casos agudos, principalmente de vertigem de origem periférica, estando ausentes em manifestações leves e em episódios muito breves¹. 

 

O tratamento da vertigem pode ser dividido em três categorias distintas¹ 

 

1 – Busca de alívio dos sintomas vertiginosos;  

2 – Reabilitação vestibular;  

3 – Específico para doenças subjacentes ao sistema vestibular.  

 

Os medicamentos são utilizados para aliviar os episódios agudos que possuem duração de algumas horas a dias e constituem-se de antialérgicosou fármacos que apresentam o alívio dos sintomas associados ao enjoo, náuseas e vômitos ou até sedativos¹. A resposta à terapêutica instituída é, em geral, dose dependente, constituindo-se a sedação o seu principal efeito colateral¹. Seu uso deve ser interrompido imediatamente após o desaparecimento dos sintomas¹. 

 

Fontes: 
1 – Vertigem central e vertigem periférica – Revista Médica de Minas Gerais. Disponível em http://rmmg.org/exportar-pdf/907/v21n2s4a27.pdfÚltimo acesso no dia 29 de novembro de 2019. 
2 – Vestibulopatias Periféricas – Fundação Otorrinolaringologia. Disponível em https://forl.org.br/Content/pdf/seminarios/seminario_47.pdf. Último acesso no dia 29 de novembro de 2019. 
3 – Como fazer o diagnóstico da labirintite na APS?  Ministério da Saúde. Disponível em https://aps.bvs.br/aps/como-fazer-o-diagnostico-da-labirintite-na-aps/. Último acesso no dia 29 de novembro de 2019.