A apneia obstrutiva do sono (AOS) é um distúrbio muito frequente da respiração no sono, de causainda desconhecida¹. Sua principal característica é a ocorrência de esforços inspiratórios ineficazes, decorrentes do fechamento da faringe durante o sono, resultando em pausas respiratórias de 10 segundos ou mais, acompanhadas ou não de dessaturação de oxigênio (reduzir ou impedir completamente o fluxo respiratório enquanto a pessoa dorme 

Um a cada quatro homens e uma a cada dez mulheres é a ocorrência geral da AOS na população adulta, sendo roncos e sonolência diurna as queixas mais comuns dos pacientes e de seus acompanhantes².  

AOS é o distúrbio do sono mais grave dentre um espectro de outros distúrbios obstrutivos das vias aéreas que fragmentam o sono, deterioram a qualidade de vida, aumentam o risco de acidentes automobilísticos e predispõem ao desenvolvimento de hipertensão arterial, de resistência à insulina, e ao aumento do risco cardiovascular¹ 

Os principais fatores de risco para a AOS são a obesidade (particularmente a adiposidade central), o sexo masculino e a idade avançada¹. O grau de obesidade tem relação direta com a ocorrência de apneias obstrutivas¹. Nos indivíduos com sobrepeso, a apneia do sono chega a 30% a 40%. E a prevalência de obesidade entre os portadores de AOS também é alta¹. 

AOS compromete a qualidade de vida dos pacientes, levando-os a experimentar outros sintomas disfuncionais diurnos, como sonolência exagerada, cefaleias ao despertar, labilidade de humor, redução da libido, prejuízo de concentração, cognição e memória².  

Ao contrário do que muitos pensam, as crianças também podem sofrer desse distúrbioEm relação à população pediátrica, a AOS afeta de 1 a 6% de todas as crianças e até 59% de crianças obesas, sendo maior também no sexo masculino². Nelas, os sintomas são diferentes e a causa mais comum é a hipertrofia de amígdalas e tonsilas². 

 

Diagnóstico² 

O diagnóstico deve incluir a revisão do passado médico, entrevista com a pessoa e familiares e exame físico detalhado.  

 

Tratamento³ 

O tratamento da apneia obstrutiva do sono pode ser dividido em três categorias gerais: comportamental, clínico e cirúrgico. A escolha do tratamento mais adequado para cada pessoa depende da gravidade da apneia e das suas consequências. Os objetivos do tratamento são de promover uma ventilação e oxigenação noturnas normais, reduzir ou abolir o ronco e eliminar a fragmentação do sono.  

 

Fontes:
1 – Conceitos básicos sobre síndrome da apneia obstrutiva do sono – Rev. Bras.  Hipertens. – 2009. Disponível em http://departamentos.cardiol.br/dha/revista/16-3/05-conceitos.pdf. Último acesso em 20 de fevereiro de 2020.
2 – Apneia obstrutiva do sono: a importância do rastreamento e do diagnóstico no período pré-operatório – Rev. Med. Minas Gerais – 2016. Disponível em file:///C:/Users/svans/Downloads/v26s7a10.pdf. Último acesso em 20 de fevereiro de 2020.
3 – Ronco e síndrome da apnéia obstrutiva do sono – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – Scielo. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/ramb/v45n3/1660.pdf. Último acesso em 20 de fevereiro de 2020.