A incidência de fraturas está estreitamente relacionada à massa óssea do indivíduo, que depende tanto da velocidade de perda durante a vida quanto da quantidade de tecido ósseo presente no final da puberdade e início da vida adulta¹. A enorme variância no pico de massa óssea (PMO) é explicada não só por fatores hereditários, como também por sexo, raça, hábitos dietéticos, atividade física, influências hormonais diversas, composição corporal de massa magra e gordurosa, doenças intercorrentes, uso crônico de medicamentos¹.  

 

A adolescência destaca-se por ser uma etapa determinante para o processo de crescimento e desenvolvimento ósseo². Aproximadamente 15% do tamanho final do osso e 48% da massa óssea total são alcançados na adolescência. O pico de massa óssea é atingido em torno dos 20 a 24 anos². Por isso, é fundamental garantir a ingestão adequada de cálcio, vitamina D e praticar exercícios mesmo quando somos jovens³. Constituir ossos de qualidade permite-nos garantir a obtenção de uma boa reserva inicial, que vai se esgotando lentamente ao longo dos anos³. 

 

A enorme variabilidade observada no pico de massa óssea da adolescência está relacionada, principalmente, a fatores genéticos, mas também a parâmetros como peso e altura, hábitos dietéticos, influências hormonais diversas, atividade física, uso de medicamentos e doenças intercorrentes¹. 

 

A compreensão do longo processo de maturação óssea que ocorre na infância e adolescência vai permitir identificar os fatores passíveis de alguma intervenção e a criação de estratégias para prevenção precoce da osteoporose¹. Se o ganho mineral ósseo puder ser otimizado durante a puberdade, é provável que o indivíduo adulto esteja menos susceptível a sofrer com as complicações da osteoporose¹. 

 

A osteoporose é uma das principais causas de morbidade e mortalidade a partir de sua associação com fraturas. Evidência crescente de que o pico de massa óssea é um importante contribuinte para a resistência óssea na idade adulta reforça a importâncias do acúmulo de massa mineral óssea durante a infância e adolescência4 

 

Fontes:  
1 - Fatores Envolvidos no Pico de Massa Óssea – Scielo. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27301999000600003. Último acesso em 21 de outubro de 2019. 
2 – Impacto dos contraceptivos hormonais na densidade óssea: evidências atuais para contracepção na adolescência. Disponível em http://files.bvs.br/upload/S/0100-7254/2011/v39n7/a2694.pdfÚltimo acesso em 01 de novembro de 2019. 
3 – Osteoporose, a doença silenciosa – Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Disponível em https://sbgg.org.br/osteoporose-a-doenca-silenciosa/Último acesso em 01 de novembro de 2019. 
4 – Prevenção na infância da osteoporose – Revista Médica de Minas Gerais. Disponível em http://rmmg.org/exportar-pdf/844/v21n3s1a07.pdf.Último acesso em 01 de novembro de 2019.