O Transtorno Bipolar (TB), também conhecido como transtorno afetivo bipolar, é originalmente chamado de insanidade maníaco-depressiva¹. É uma condição psiquiátrica caracterizada por alterações graves de humor, que envolvem períodos de humor elevado e de depressão (polos opostos da experiência afetiva) intercalados por períodos de remissão, e estão associados a sintomas cognitivos, físicos e comportamentais específicos¹. É um dos quadros mais consistentes ao longo da história da medicina e as formas típicas (euforia – mania, depressão) da doença são bem caracterizadas e reconhecíveis, permitindo o diagnóstico precoce e confiável². 

 

Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que o TB atinge aproximadamente 30 milhões de pessoas em todo o mundo, estando entre as maiores causas de incapacidade¹. 

 

TB é uma doença crônica que acarreta grande sofrimento, afetando negativamente a vida dos doentes em diversas áreas, em especial no trabalho, no lazer e nos relacionamentos interpessoais³. A doença resulta em prejuízo significativo e impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes³.  

 

A síndrome maníaca é um componente fundamental para o diagnóstico do TB³. Suas principais características são: exaltação do humor, aceleração do pensamento com fuga de ideias e aumento da atividade motora. Características associadas a essas são: aumento de energia (com diminuição da necessidade de sono), pressão de fala e taquilalia – velocidade de fala elevada, irritabilidade, paranoia, hipersexualidade e impulsividade. A intensidade, o tipo e a cronicidade desses sintomas determinam a subdivisão do diagnóstico entre mania ou hipomania (quadro mais leva da mania, com sintomas menos graves)³ 

 

Tratamento 

 De forma geral, o tratamento do TB requer um planejamento de longo prazo³. No entanto, antes de se estabelecer uma conduta de longo prazo, o primeiro passo é o tratamento medicamentoso de um episódio agudo (maníaco ou depressivo), com o objetivo de se atingir a remissão dos sintomas de humor³ 

 

O segundo passo envolve o tratamento de manutenção, com a finalidade de prevenir a recorrência de novos episódios³. A farmacoterapia ainda é a principal modalidade terapêutica³. Porém, uma boa aliança terapêutica, com a formação do vínculo equipe de saúde-paciente, é essencial para manter o paciente engajado no tratamento, evitando um dos principais fatores de deterioração, que é o abandono³.  

 

Fontes: 
1 – Transtorno bipolar: uma revisão dos aspectos conceituais e clínicos – Revista da USP. Disponível em http://revista.fmrp.usp.br/2017/vol50-Supl-1/SIMP8-Transtorno-Bipolar.pdf. Último acesso no dia 25 de setembro de 2019. 
2 – Diagnóstico, tratamento e prevenção da mania e da hipomania no transtorno bipolar – ScieloDisponível em http://www.scielo.br/pdf/rpc/v32s1/24411.pdf. Último acesso no dia 25 de setembro de 2019. 
3 – Transtorno Afetivo Bipolar do Tipo I – Ministério da Saúde. Disponível em https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2016/abril/01/TAB—Portaria-315-de-30-de-mar–o-de-2016.pdfÚltimo acesso no dia 25 de setembro de 2019.