A obesidade é uma doença cada vez mais comum, cuja prevalência já atinge proporções epidêmicas²Nas últimas décadas, a obesidade passou a ser um dos maiores problemas de saúde da humanidade, sendo que sua prevalência está crescendo em todo o mundo². O excesso de peso tem aumentado de forma gradativa em todas as faixas etárias, desde a infância até a idade adulta e está associada a uma série de doenças². Uma grande preocupação médica é o risco elevado de doenças associadas ao sobrepeso e à obesidade, tais como diabetes, doenças cardiovasculares (DCV) e alguns cânceres¹ 

 

Com as transformações ocorridas no estilo de vida da população, houve aumento na incidência de doenças, principalmente as de ordem cardiovascular². Essas modificações são derivadas de mudanças nos hábitos alimentares e da falta de atividade física, influenciados pela disponibilidade de alimentos com alto valor energético e pelo aumento do sedentarismo². 

 

A obesidade é causa de incapacidade funcional, de redução da qualidade de vida, redução da expectativa de vida e aumento da mortalidade¹. Condições crônicas, como doença renal, osteoartrose, câncer, apneia do sono, doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), HAS e, mais importante, a doença cardiovascular estão diretamente relacionadas com incapacidade funcional e com a obesidade¹ 

 

As doenças cardiovasculares são doenças que causam distúrbios no coração e vasos sanguíneos, responsáveis pela maior taxa de morbidade e mortalidade no mundo, sendo que requerem os mais elevados custos de assistência social e econômica².  

 

A atividade física é um componente importante na vida diária do indivíduo por promover benefícios psíquicos, físicos e cognitivos à saúde, independentemente da idade e gênero, podendo ser praticada em forma de desporto ou lazer² 

 

A obesidade reduz a expectativa de vida da humanidade e acarreta danos ao bemestar dos indivíduos¹. A causa pode ser de origem genética ou ambiental, mas para os epidemiologistas está claro que a obesidade e o sobrepeso estão diretamente associados aos fatores ambientais devido às diversas mudanças no estilo de vida da população, entre eles, o aumento da ingestão de alimentos com alto valor energético e a diminuição da prática de atividade física¹ 

 

Sedentarismo² 

A inatividade física e a obesidade estão fortemente associadas com o risco de desenvolver doenças cardiovasculares constituindo-se nos fatores de risco mais significativos. O National Cholesterol Education Program, a American Heart Association, e a Sociedade Brasileira de Cardiologia têm assinalado a fundamental implicação da obesidade, da dieta e da inatividade física no risco cardiovascular. A obesidade é uma doença multifatorial e que pode aumentar a morbidade de outras doenças.  

 

Fontes: 
1 – Doenças Desencadeadas ou Agravadas pela Obesidade – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica – ABESO. Disponível em http://www.abeso.org.br/pdf/Artigo%20-%20Obesidade%20e%20Doencas%20associadas%20maio%202011.pdf. Último acesso no dia 15 de outubro de 2019. 
2  Obesidade e sedentarismo: fatores de risco para doença cardiovascular – Ministério da Saúde. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/artigos/ccs/obesidade_sedentarismo_fatores_risco_cardiovascular.pdf. Último acesso no dia 15 de outubro de 2019.