A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma doença endócrina (que afeta glândulas e órgãos que regulam funções do corpo por meio da produção e secreção de hormônios) complexa, que se caracteriza pela irregularidade menstrual ou amenorréia (ausência de fluxo menstrual) e sinais do hiperandrogenismo (excesso de andrógenos como testosterona, por exemplo) como: hirsutismo (aparecimento de pelos em regiões pouco comuns na mulher), acne, alopecia (perda, total ou parcial dos pelos ou cabelos) e seborreia (1).  

É considerada como uma das desordens endócrinas reprodutivas mais comuns entre mulheres, atingindo entre 5% e 10% da população feminina em idade fértil (1).  

 

Causas 

As causas do Ovário Policístico são incertas, mas sabe-se que a síndrome acomete mulheres em período fértil sem predileção por raças, porém os sinais e sintomas podem mudar nas variadas etnias (2). 

 

Sintomas 

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), engloba diversos sinais e sintomas (3). Alguns deles são (3): 

  • Irregularidade menstrual; 
  • Hiperandrogenismo (excesso de andrógenos como testosterona, por exemplo);  
  • Anovulação (não menstruar); 
  • Hirsutismo (aparecimento de pelos em regiões pouco comuns para mulheres), acne ou alopecia (perda total ou parcial dos cabelos ou pêlos). 

 

Diagnóstico 

O diagnóstico leva em conta ciclos menstruais irregulares e os sinais de hiperandrogeniscmo (hirsutismo, acne, aumento das concentrações séricas de testosterona total, livre ou androstenediona) (1). Vale ressaltar que ovários policísticos ao ultrassom é um dado inespecífico para o diagnóstico, uma vez que mais de 25% das pacientes com esse achado são assintomáticas (1).  

 

Prevenção 

Não existe fatores de prevenção, apenas o diagnóstico e início do tratamento precoce para evitar complicações que repercutem a qualidade de vida das pacientes (2).  

 

Tratamento 

O tratamento visa reduzir os sinais do hiperandrogenismo, restaurar os ciclos ovulatórios regulares e controlar trações da síndrome metabólica (2).  

Algumas opções de tratamentos (2): 

  • Alterações no estilo de vida: prática de exercícios físicos e dieta balanceada. A perda de apenas 2-7% do peso melhora em vários sentidos a SOP, reduzindo níveis de andrógenos e melhorando a função ovariana; 
  • Tratamento hormonal: a ingestão de anticoncepcionais pode ser efetiva para o hirsitismo, acne e alopecia androgenética, além de prevenir outras complicações; 
  • Sensibilizadores de insulina: diminuem a hiperinsulinemia e a hiperandrogenemia, além de apresentar benefícios para a ovulação. Também reduz o crescimento, espessura dos pelos e desenvolvimento de acne; 
  • Tratamento estético: procedimentos estéticos podem ajudar a controlar o hirsutismo. 

Ao consultar um médico é possível identificar a melhor forma de tratamento em cada caso.  

 

 

Fontes: 
1 – Revista da Associação Médica Brasileira. JUNQUEIRA, Paulo Augusto de Almeida; FONSECA, Anglea Maggio da; ALDRIGHI, José Mendes. Síndrome dos ovários policísticos. 2003. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302003000100021  
2- MOURA, Heloisa Helena Gonçalves de; BAGATIN, Ediléia; MANELA-AZULAY, Mônica; COSTA, Dailana Louvain Marinho; SODRÉ, Celso Tavares. Síndrome do ovário policístico: abordagem dermatológica. 2011. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/abd/v86n1/v86n1a15.pdf  
3- SILVA, Regina do Carmo; PARDINI, Dolores P.; KATER, Claudio E. Síndrome dos Ovários Policísticos, Síndrome Metabólica, Risco Cardiovascular e o Papel dos Agendes Sensibilizadores da Insulina. 2006. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/abem/v50n2/29311.pdf