As parasitoses intestinais são infecções causadas por “vermes” (protozoários e helmintos) que atingem o intestino delgado ou grosso¹. Esta doença é considerada um problema de saúde pública porque está diretamente relacionada com a falta de saneamento básico e maus hábitos de higiene. Os principais sintomas associados as parasitoses intestinais são a diarreia, fraqueza, dor abdominal, náuseas e vômitos, anemia, perda de apetite, excesso de produção de gases e anorexia¹,². Sua contaminação se dá pela água ou pelo consumo de alimentos contaminados.

Os helmintos (nematelmintos, de formato arredondado, ou platelmintos, de formato achatado)¹ são exemplificados por:

* Ascaridíase, popularmente chamado de lombriga, se aloja no intestino e pode atingir o pulmão. Nos casos mais graves, ocorre a saída de vermes pela boca ou pelo nariz e caso o intestino seja obstruído, é necessário operar para a retirada dos vermes³.

* Ancilostomíase ou amarelão entra na pele das pessoas e chega ao intestino, passando também pelo pulmão. Além de causar irritação, ele suga o sangue pela parede do intestino, provocando diarreia e anemia³.

* Enterobías ou Oxiuríase, ocorre na parte final do intestino, causando coceira anal³.

* Teníase (parasita tênia, o maior que existe e chega a medir até 12 metros), se aloja no intestino e pode ocasionar um quadro chamado neurocisticercose (quando os cistos da tênia alcançam o cérebro), provocando epilepsia mesmo em pessoas que nunca tiveram antes. O consumo de carne de porco mal passada é capaz de transmitir este parasita³.

Exemplos de protozoários são:

* Amebíase, um parasita que se aloja no intestino grosso e provoca diarreia. Em casos graves, é acompanhada de sangue³.

* Giardíase, ocorre no intestino delgado, onde se juntam e cobrem toda a parede do intestino, impedindo a absorção dos alimentos. Provoca diarreia, perda de peso e anemia³.

O tratamento é realizado caso a caso e o medicamento a ser utilizado depende da idade da criança e do tipo de parasitose intestinal. Em alguns casos é preciso fazer reposição de vitaminas por meio dos suplementos. Como existe a possibilidade de transmissão da doença, é recomendado que toda a família faça o mesmo tratamento¹.

Como a causa da doença por vermes é basicamente por falta de higiene, é possível tomar algumas medidas simples para evitar a contaminação, como lavar bem as mãos antes de comer e sempre após o uso do banheiro; lavar bem frutas e legumes, preferencialmente com uso de água filtrada ou fervida (colocar de molho em água sanitária e bicarbonato também pode ajudar); evitar alimentos crus, defumados ou mal cozidos; proteger os alimentos dos insetos; manter os animais domésticos vacinados e vermifugados e sempre recolher suas fezes descartando em locais seguros e; não andar descalço em locais que tenham acesso de animais¹.

 

 

 

Fontes:
1- Parasitoses intestinais – Sociedade Brasileira de Pediatria. Disponível em: https://www.sbp.com.br/especiais/pediatria-para-familias/doencas/parasitoses-intestinais/. Último acesso em 28 de setembro de 2020.
2- Parasitoses intestinais: prevalência e aspectos epidemiológicos em moradores de rua – Revista Brasileira de Análises Clínicas. Disponível em: http://www.rbac.org.br/artigos/parasitoses-intestinais-prevalencia-e-aspectos-epidemiologicos-em-moradores-de-rua/. Último acesso em 28 de setembro de 2020.
3- Parasitoses intestinais – Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. Disponível em: https://www.sbmfc.org.br/parasitoses-intestinais/. Último acesso em 28 de setembro de 2020.