Insônia é um sintoma que pode ser definido como dificuldade em iniciar e/ou manter o sono, presença de sono não reparador, ou seja, insuficiente para manter uma boa qualidade de alerta e bem-estar físico e mental durante o dia, com o comprometimento consequente do desempenho nas atividades diurnas¹. 

 

A insônia se associa habitualmente a um aumento do nível de alerta fisiológico e psicológico durante a noite, junto a um condicionamento negativo para dormir². A preocupação intensa e o mal-estar relacionados com a impossibilidade de dormir dão lugar a um círculo vicioso, pois quanto mais o paciente tenta dormir, mais frustrado e incomodado se sente, o que acaba dificultando o sono². 

 

Os fatores que desencadeiam a insônia podem ser diferentes daqueles que mantêm o processo². Na maioria dos casos, o início é repentino, coincidindo com uma situação de estresse psicológico (tristeza, afastamento de um familiar), social (perda do emprego, dificuldade econômica) ou médico (iminência de uma intervenção cirúrgica)² 

 

ocorrência das queixas de insônia aumenta com a idade e é maior entre mulheres, divorciados, viúvos e indivíduos com baixo nível socioeconômico e educacional³. Os adultos jovens queixam-se com maior frequência de dificuldades para conciliar o sono, ao passo que os indivíduos de meia-idade e os idosos estão mais propensos a apresentarem dificuldades com a manutenção do sono e despertares precoces nas primeiras horas da manhã³. 

 

A insônia pode ser classificada de diversas formas³. Ela pode ser aguda (por menos de 2-3 semanas) ou crônica (que ocorre várias vezes por ano por pelo menos 2 anos, tendo cada episódio duração mínima de 3 dias)³. A insônia aguda é geralmente causada por um fator identificável, ao passo que a causa da insônia crônica é, em geral, mais complexa e sua investigação exige uma abordagem clínica sistematizada³. 

 

Causas Médicas³  

Medicações não-controladas – Cafeína, pílulas de dieta (que contém pseudoefedrina e efedrina) e nicotina;  

 

Medicações prescritas – Beta-bloqueadores, teofilina, albuterol, quinidina, descongestionantes nasais, hormônios tireoideanos, corticoides, inibidores da recaptação da serotonina, inibidores da monoamino oxidase, metildopa, fenitoína, antineoplásicos e benzodiazepínicos; 

  

Condições médicas – Transtornos primários do sono (apneia do sono e mioclonia noturna), dor, intoxicação ou abstinência de álcool e de drogas, tireotoxicosedispneia, doenças neurológicas (Parkinson e Alzheimer), enfermidades médicas agudas ou crônicas (artrite, doença cardiovascular ou gastrintestinal, asma e doença pulmonar obstrutiva crônica);  

 

Causas Psicológicas³  

Depressão, ansiedade, estresses, mania ou hipomania, causas ambientais, barulho, jet lag, sesta durante o dia, trabalho noturno, alimentação e/ou exercício antes de dormir, consumo de álcool ou de cafeína. 

 

Fontes: 
1  Epidemiologia da insônia – Scielo. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-73722004000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=pt. Último acesso no dia 13 de junho de 2019. 
2  Insônia primária: diagnóstico diferencial e tratamento – Scielo. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbp/v22n1/v22n1a09.pdf. Último acesso no dia 13 de junho de 2019. 
3 – Diretrizes e algoritmo para o manejo da insônia. UFRGS. Disponível em http://www.ufrgs.br/psiquiatria/psiq/Diretrizes%20para%20Insonia%20final.pdfÚltimo acesso no dia 13 de junho de 2019.