A artrite reumatoide (AR) é uma doença autoimune inflamatória e crônica que afeta aproximadamente 1% da população adulta mundial. A doença caracteriza-se pela inflamação do tecido sinovial – membranas em forma de saco fechado, situadas entre a pele e certas partes ósseas ou cartilaginosas – de múltiplas articulações, levando a destruição tecidual, dor, deformidades e redução na qualidade de vida do paciente¹ 

 

No passado, acreditava-se que a AR fosse uma doença de caráter benigno e bom prognóstico¹. As terapias eram de baixo custo e visavam apenas ao controle dos sintomas, aguardando-se a regressão da doença. Entretanto, nas últimas décadas, a AR foi caracterizada como uma doença agressiva e associada ao aumento da morbidade e mortalidade dos pacientes¹. 

 

Os primeiros 12 meses do início da doença (AR inicial), especialmente as 12 primeiras semanas (AR muito inicial), são consideradas uma janela de oportunidade terapêutica². Assim, a identificação inicial do quadro e o início do tratamento na atenção primária podem resultar em melhor prognóstico². 

 

A artrite reumatoide não é uma doença herdada no sentido de que não é doença que passa diretamente dos pais para filhos³. O que pode ser herdado é uma tendência a ter a artrite reumatoide, ou melhor, existem famílias onde genes que albergam esta tendência passam de geração a geração sendo que em algumas pessoas estes genes se manifestam e a doença aparece e em outras pessoas, embora a tendência exista, ela nunca se manifesta e a doença nunca se desenvolve³ 

 

Fatores como infecção, variação dos níveis de alguns hormônios e alterações do meio ambiente estão em estudo³. Embora alguns pesquisadores acreditem que a artrite reumatoide possa ser disparada por uma infecção, não existe uma prova definitiva de que isto seja verdade³. A artrite reumatoide não é contagiosa e, portanto, não passa de uma pessoa para outra³. Talvez, um vírus ou uma bactéria comum, aos quais a maioria da população esteja exposta, possam fazer com que o sistema imune seja ativado de forma irregular, provocando assim o aparecimento da artrite reumatoide em pessoas que já possuam uma tendência latente³. 

 

Artrite reumatoide deve ser considerada em todo paciente que apresenta artrite (edema articular com dor a palpação) com duração maior que seis semanas, exceto se houver outro diagnóstico mais provável conforme outras características clínicas². A rigidez matinal costuma ter duração maior que 30 minutos, podendo ser a manifestação inicial da doença². Outras manifestações sistêmicas como fadiga, astenia, febre, mialgia, perda de peso podem preceder ou acompanhar o quadro articular². O acometimento articular da AR costuma ser simétrico, preferencialmente das pequenas articulações das mãos, pés e punhos. Outras articulações acometidas são: ombros, cotovelos, joelhos, quadris, tornozelos, temporomandibular (articulação ela que liga o maxilar inferior, ou seja a mandíbula, ao osso temporal do crânio, localizado à frente das orelhas em cada lado da cabeça) e coluna cervical² 

 

Fontes: 
1 – Artrite reumatoide: uma visão atualScielo – Disponível em http://www.scielo.br/pdf/jbpml/v47n5/v47n5a02.pdf. Último acesso no dia 25 de setembro de 2019. 
2  Resumo Clínico – ARTRITE REUMATOIDE – UFRGS. Disponível em https://www.ufrgs.br/telessauders/documentos/protocolos_resumos/reumatologia_resumo_artrite_reumatoide_TSRS.pdfÚltimo acesso no dia 25 de setembro de 2019. 
3 – DOENÇAS REUMÁTICAS – Artrite Reumatóide – Sociedade de Reumatologia do Rio de Janeiro. Disponível em http://www.saudedireta.com.br/docsupload/1340405872artrite.pdfÚltimo acesso no dia 25 de setembro de 2019.