O envelhecimento populacional é tema de preocupação, principalmente em países em desenvolvimento (1). No Brasil, isso acontece por conta das mudanças demográficas, sociais e culturais (1). Em 2011, dos 195,2 milhões de pessoas no país, 12,1% delas tinham mais de 60 anos (1) e projeções indicam que até 2050 o número de idosos será de 38 milhões (1).

No entanto, o desenvolvimento de políticas públicas para dar suporte aos idosos não é tão rápido quanto ao avanço da faixa etária (1). O sistema de saúde ainda precisa evoluir para dar suporte à população cada vez mais dependente de atendimentos médicos (1).

A falta de cuidados médicos, perspectivas de qualidade de vida e o isolamento social pode aumentar a vulnerabilidade de idosos desenvolverem quadros depressivos que podem evoluir para transtornos psiquiátricos, perda de autonomia e até mesmo o agravamento de quadros patológicos preexistentes (1).

Em idosos a doença é comum – estima-se que cerca de 15% deles apresentem sintomas de depressão (1). Nesta fase da vida, a doença pode ser confundida com outros fatores como oscilações de humor decorrentes do próprio envelhecimento. Idosos têm maior incidência de suicídios, e as mudanças causadas pela doença podem, inclusive, interferir em sua capacidade funcional, de autocuidado e em relações sociais (1).

No entanto, é preciso diferenciar sinais de tristeza e depressão (2): tristeza é um estado momentâneo conectado com perdas e desilusões; depressão conta com esses sintomas, além de apatia, indiferença, desesperança e principalmente a perda da independência em idosos (2). Por isso é preciso identificar comportamentos para fazer possíveis intervenções precoces e efetivas, além de prevenir fatores de risco (2).

O tratamento da depressão no idoso tem a finalidade de reduzir o sofrimento causado pela doença, diminuir o risco de suicídio, melhorar o estado geral do paciente e garantir melhor qualidade de vida (3). O tratamento deve envolver intervenção especializada, com estratégias de tratamento que podem contar com psicoterapia, intervenção psicofarmacológica e outras ações que serão analisadas caso a caso (3).

Algumas atividades como terapia ocupacional, participação em atividades artísticas e de lazer também podem ajudar durante o tratamento (3). O tratamento com medicamentos depende do perfil do paciente e do seu histórico de saúde – que deverá ser analisado por um médico

especializado (3). Uma das indicações é a atividade física para o idoso, que colabora para processos químicos que auxiliam a melhora da depressão, além de evitar outras possíveis complicações de saúde em idosos (3).

Fontes:
1- NÓBREGA, Isabelle Rayanne Alves Pimentel da; LEAL, Márcia Carréra Campos; MARQUES, Ana Paula de Oliveira; VIEIRA, Júlia de Cássia Miguel. Fatores associados à depressão em idosos institucionalizados: revisão integrativa. 2015. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/sdeb/v39n105/0103-1104-sdeb-39-105-00536.pdf
2- LIMA, Ana Maraysa Peixoto; RAMOS, José Lucas Souza; BEZERRA, Italla Maria Pinheiro; ROCHA, Regina Petrola Bastos; BATISTA, Hermes Melo Teixeira; PINHEIRO, Woneska Rodrigues. Depressão em idosos: uma revisão sistemática da literatura. 2015. Disponível em https://online.unisc.br/seer/index.php/epidemiologia/article/viewFile/6427/5091
3- STELLA, Florindo; GOBBI, Sebastião; CORAZZA, Danilla Icassatti; COSTA, José Luis Riani. Depressão no Idoso: Diagnóstico, Tratamento e Benefícios da Atividade Física. 2002. Disponível em https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/2544.pdf