Trata-se de uma doença sexualmente transmissível (DST), causada pela bactéria Treponema pallidium. A sífilis pode se manifestar de diversas formas e diferentes estágios (primárias, secundária, latente e terciária). É um mal silencioso que requer cuidados. Em 2014 e 2015, o número de casos em gestantes cresceu 20,9% e 19% nos casos congênitos (transmissão na gravidez), já sendo considerada como epidemia pelo Ministério da Saúde.

Causas
A Sífilis, geralmente é transmitida via contato sexual ou da mãe infectada para o bebê durantes a gestação ou parto. A doença só é contagiosa quando se encontra nos estágios primário e secundário e mais raramente no período latente.
Após ser curada, a sífilis não pode reaparecer no paciente, a menos que seja reinfectado por alguém que esteja contaminado.
Relação sexual desprotegida e estar infectado com o vírus HIV são os fatores de risco da Sífilis.

Sintomas
Como a doença desenvolve-se em diferentes estágios, os sintomas também variam de acordo com sua evolução. Veja os principais sintomas de cada fase:

Sífilis primária
Essa é a primeira etapa do contágio, cerca de duas a três semanas após o contágio. Caracteriza-se pelo surgimento de feridas indolores no local da infecção, como pênis, vagina, colo do útero, reto). Não coça, não arde e não tem pus. Nesse estágio, a bactéria se torna inativa no organismo.

Sífilis secundária
Esse estágio aparece cerca de duas a oito semanas após o surgimento das primeiras feridas. Manchas no corpo – principalmente na palma da mão e planta do pé, dores musculares, febre, dor de garganta, ínguas e dificuldade para deglutir são alguns dos sintomas que podem aparecer nessa etapa. Geralmente, eles somem sem tratamento e a bactéria se torna novamente inativa no organismo.

Sífilis latente – fase assintomática
Neste período não aparecem sintomas e corresponde ao estágio inativo da doença, que pode durar por anos sem que o paciente sinta algum sintoma. A sífilis pode nunca mais se manifestar no organismo do paciente ou pode se desenvolver para o estágio mais grave da doença, o terciário.

Sífilis terciária
Alguns pacientes sem tratamento podem avançar para esse estágio, que pode aparecer de dois a 40 anos após a infecção. Nesta fase, a doença pode danificar órgãos como nervos, cérebro, olhos, coração, pele, fígado, ossos, além de vasos sanguíneos. Os problemas de saúde desenvolvidos nessa fase podem levar o paciente à morte.

Diagnóstico
Para diagnosticar a sífilis, o médico deve solicitar exames específicos como o de sangue, cultura de bactérias, punção lombar. Em caso de diagnóstico positivo, é importante notificar seu parceiro(a) para que possa realizar os exames também. Quanto mais cedo for o diagnóstico e o início do tratamento, melhor o resultado.

Prevenção
A melhor forma de prevenir a sífilis é manter relações sexuais protegidas.

Tratamento
O especialista escolherá o tratamento dependendo do estágio em que a doença se encontrar. Sendo o tratamento a base de penicilina o mais indicado pelos médicos. No caso de gestantes infectadas, a penicilina é a única forma de tratamento e seus bebês devem ser medicados com antibióticos assim que nascerem.
Após o tratamento, será necessário realizar o acompanhamento por meio de exames de sangue até 24 meses do término.

 

SÍFILIS CONGÊNITA

A sífilis congênita é quando a mãe infectada transmite a doença para o bebê durante a gravidez ou durante o parto. Aborto, parto prematuro, má-formação do feto, surdez, deficiência mental e cegueira são algumas das complicações que a doença pode causar.

Sinais e sintomas
A doença pode se manifestar após o nascimento, durante ou após os dois primeiros anos da criança. Geralmente, os sintomas aparecem já nos primeiros meses de vida do bebê. Ao nascer, ele pode ter pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, entre outros. Já em alguns casos, a sífilis pode ser fatal.

Diagnóstico
Devem ser avaliados o histórico médico da mãe, exame físico do bebê e os resultados dos testes.

Tratamento
Em gestantes, o tratamento deve começar o mais rápido possível e feito com penicilina benzatina, único medicamento capaz de prevenir a transmissão vertical.

Cuidados com a criança
Em caso positivo para sífilis congênita, a criança deve ficar internada para tratamento e para a realização de uma série de exames antes de receber alta.