A depressão é um problema grave e que ocorre frequentemente na população em geral¹. A prevalência de depressão ao longo da vida, no Brasil, está em torno de 15,5%¹. Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde, a ocorrência de depressão na rede de atenção primária de saúde é 10,4%, isoladamente ou associada a um transtorno físico¹. 

Embora a característica mais típica dos estados depressivos seja a proeminência dos sentimentos de tristeza ou vazio, nem todos os pacientes relatam a sensação de tristeza². Muitos referem a perda da capacidade de experimentar prazer nas atividades em geral e a redução do interesse pelo ambiente². Está associada à sensação de fadiga ou perda de energia, caracterizada pela queixa de cansaço exagerado². 

O termo depressão tem sido empregado para designar tanto um estado afetivo de tristeza quanto um sintoma, uma síndrome e uma ou mais doenças². A tristeza constitui-se na resposta humana universal às situações de perda, derrota, desapontamento e outras adversidades² 

A depressão é uma doença mental e é a mais associada ao suicídio, tende a ser crônica e recorrente, principalmente quando não é tratada¹. 

 

Tratamento 

O tratamento é medicamentoso e psicoterápico¹. O tratamento da depressão deve levar em consideração o ser humano como um todo, incluindo dimensões biológicas, psicológicas e sociais³. A terapia deve abranger todos esses pontos e utilizar a psicoterapia, mudanças no estilo de vida e a terapia farmacológica³ 

As intervenções psicoterápicas podem ser de diferentes formatos, como psicoterapia de apoio, psicodinâmica breve, terapia interpessoal, comportamental, cognitiva comportamental, de grupo, de casais e de família³. Fatores que influenciam no sucesso psicoterápico incluem a motivação, depressão leve ou moderada, ambiente estável e capacidade para insight³. 

Mudanças no estilo de vida deverão ser debatidas com cada paciente, objetivando uma melhor qualidade de vida³ 

A escolha do antidepressivo é feita com base no subtipo da depressão, nos antecedentes pessoais e familiares, na boa resposta a uma determinada classe de antidepressivos já utilizada, na presença de doenças clínicas e nas características dos antidepressivos¹. 

Os antidepressivos produzem, em média, uma melhora dos sintomas depressivos de 60% a 70%, no prazo de um mês, enquanto a taxa de placebo é em torno de 30%³. 90-95% dos pacientes apresentam remissão total com o tratamento antidepressivo¹. 

É de fundamental importância a adesão ao tratamento, uma vez interrompido por conta própria ou uso inadequado da medicação, pode aumentar significativamente o risco de se tornar algo mais crônico¹. 

 

  

Fontes: 
1- Depressão: causas, sintomas, tratamentos, diagnóstico e prevenção – Ministério da Saúde. Disponível em https://saude.gov.br/saude-de-a-z/depressao. Último acesso em 09 de março de 2020.  
2 – Depressão – Conceito e Diagnóstico – Scielo. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbp/v21s1/v21s1a03.pdf. Último acesso em 09 de março de 2020.  
3 – Tratamento da Depressão – Scielo. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44461999000500005Último acesso em 09 de março de 2020.