A urticária é uma doença que acomete entre 15% e 25% do mundo todo em algum momento da vida (1). Estima-se também que 0,1% da população examinada em consultas dermatológicas apresente urticária (1). Entre os pacientes com a doença, 50% terão por pelo menos um ano e 20% além de 20 anos (1).  

A doença é caracterizada pelo rápido aparecimento de urticas (vergões vermelhos na pele) que podem ser acompanhadas pelo angioedema (outro tipo de alergia normalmente confundida com a urticária) – a parte superficial da pele é chamada de “urticária”, enquanto a região mais profunda e do trato gastrointestinal é chamado de angioedema (2).  

A urticária crônica é uma forma da doença que aparece ao menos quatro vezes por semana, por um período superior a seis semanas (1). A urticária aguda é a forma da doença que dura menos de seis semanas (2). A doença é comum em qualquer idade, mas a urticária aguda atinge normalmente crianças e jovens adultos (1) e a urticária crônica frequentemente é desenvolvida na meia idade (1).  

 

Causas 

Existem diferentes causas da doença: 

  • Origem idiopática (surge espontaneamente ou tem causa desconhecida) (2); 
  • Alimentos: frutas, frutos do mar, castanhas, condimentos, chá, chocolate e laticínios (2); 
  • Medicamentos (2); 
  • Hemoderivados (2); 
  • Radiocontrastes (2); 
  • Infecções virais e doenças febris (2); 
  • Picadas de abelha e vespa (2); 
  • Fatores físicos: frio, pressão, contato solar e exercícios físicos (1); 
  • Infestações (1); 
  • Malignidades: leucemia, linfoma, mieloma múltiplo, carcinoma do cólon, reto, pulmões e ovários, neoplasias malignas hepáticas (1); 
  • Doenças endócrinas: diabetes mellitus, hiper ou hopotireoidismo, hiperparatireoidismo, ovariopatias, dermatite auto-imune à progesterona (1); 
  • Doença por Imunocompleto: LES, AR, Urticária Vasculite (1); 
  • Auto-imunidade (1); 
  • Urticária/Angioedema idiopáticos (1). 

 

Sintomas 

A urticária é caracterizada pelo rápido aparecimento de urticas e/ou angioedema. Normalmente, a urtica apresenta três características (3): 

  • Edema central de tamanho variado, quase invariavelmente circundado por eritema (vermelhidão na pele); 
  • Prurido (coceira); 
  • Sensação de queimação com a pele retornando ao aspecto normal entre 1 hora e 24 horas. 

 

Diagnóstico 

Elas podem ser diagnosticadas de diferentes formas (2):  

Urticária aguda 

As lesões são placas eritêmato-edematosas grandes (rubores na pele) que causam coceira, têm início súbito e curta duração. Normalmente vem com outros sintomas. Um episódio pode durar horas ou até mesmo dias. O teste cutâneo de leitura imediata ou o exame de sangue identifica o agente causador da alergia.  

Urticária crônica 

Pode prolongar-se por anos e geralmente atinge o sexo feminino na idade adulta. Normalmente solicita-se um hemograma completo e testes de função tireoideana.  

 

Prevenção 

Existem fatores que podem ajudar a prevenir ou a amenizar os sintomas (2): 

  • Não manter contato com o agente causador da alergia; 
  • Entender sobre a doença; 
  • Redução de estresse, aquecimento do corpo e ingestão de bebida alcóolica; 
  • Evitar o uso de medicamentos que possam causar alergia; 
  • Excluir aditivos alimentares: conservantes, salicilatos naturais e corantes. 

 

Tratamento 

Com a avaliação médica é possível identificar o melhor tratamento para cada paciente e caso. Entretanto, entre os tratamentos para a urticária normalmente se considera o uso de anti-histamínicos, anti-H1, corticosteroides e epinefrina (2). 

 
Fontes: 
1 – R. F. J. Criado; P. R. Criado; J. A. de S. Sittart; M. C. Pires; J. F. de Mello; W. T. Aun; Urticária e doenças sistêmicas. 1999. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42301999000400012&script=sci_arttext  
2- CRIADO, Paulo Ricardo; CRIADO, Roberta Fachini Jardim; MARUTA, Celina W.; MARTINS, Jose Eduardo Costa; RIVITTI, Evandro A. Urticária. 2005. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0365-05962005000700008&script=sci_arttext  
3- LIMA, Sabrina O.; RODRIGUES, Cristiane S.; CAMELO-NUNES, Inês C.; SOLÉ, Dirceu. Urticárias físicas: revisão. 2008. Disponível em http://www.asbai.org.br/revistas/vol316/art-6-08-urticarias-fisicas.pdf