Um erro comum no uso de antibióticos é a interrupção do tratamento por conta própria (1). Entenda porque esta atitude contribui para a proliferação de superbactérias. 

 

Quando uma bactéria desenvolve resistência a um ou mais tipos de antibióticos, recebe o nome de superbactéria (2) 

 

Esta resistência, embora seja um processo natural, é extremamente acelerada pelo mau uso dos antimicrobianos (3) e pode causar graves consequências, como aumento dos custos médicos, prolongamento das internações em hospitais e aumento da mortalidade (4). 

 

Este processo ocorre da seguinte maneira: quando um grupo de bactérias recebe uma pequena dose de antibiótico, a maior parte dos microrganismos é eliminada. Mas algumas bactérias naturalmente mais resistentes sobrevivem e, ao se reproduzirem, dão origem a uma nova geração, onde muitos indivíduos são resistentes (5). 

 

É por conta do processo descrito acima que o abandono do tratamento é um erro perigoso no uso de antibióticos e, infelizmente, bastante frequente: Em vez de eliminar os microrganismos, isso acaba gerando bactérias adaptadas (6). 

 

Todo medicamento possui formulações, dosagens e intervalos de administração específicos, que precisam ser respeitadas para que os efeitos aconteçam como o esperado e evitar riscos ao paciente (5) 

 

Os médicos e dentistas são os únicos especialistas capacitados para prescrever os medicamentos corretos de acordo com o caso de cada paciente7. Para que o tratamento seja efetivo a prescrição médica deve ser seguida à risca. 

 

Confira os outros principais erros com relação à administração de antibióticos neste link e lembre-se: juntos, podemos vencer a luta contra as superbactérias. 

 

 

Fontes: 
  1. ANVISA.Hora de ajudar na luta contra superbactérias. Disponível em:
    <http://portal.anvisa.gov.br/antibioticos/-/asset_publisher/EPfjBPQ8cR5x/content/hora-de-ajudar-na-luta-contra-superbacterias/219201?inheritRedirect=false&redirect=http%3A%2F%2Fportal.anvisa.gov.br%2Fantibioticos%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_EPfjBPQ8cR5x%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3D_118_INSTANCE_GgUWrW4Uk0mQ__column-2%26p_p_col_count%3D2>. Acesso em 01 de novembro de 2018. 
  1. ANVISA.Superbactérias: de onde vêm, como vivem e se reproduzem. Disponível em:
    <http://portal.anvisa.gov.br/antibioticos/-/asset_publisher/EPfjBPQ8cR5x/content/superbacterias-de-onde-vem-como-vivem-e-se-reproduzem/219201?inheritRedirect=false&redirect=http%3A%2F%2Fportal.anvisa.gov.br%2Fantibioticos%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_EPfjBPQ8cR5x%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3D_118_INSTANCE_GgUWrW4Uk0mQ__column-2%26p_p_col_count%3D2>. Acesso em 01 de novembro de 2018. 
  1. OPAS/OMS.Folha informativa – Resistência aos antibióticos. Disponível em:
<https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5664:folha-informativa-resistencia-aos-antibioticos&Itemid=812>. Acesso em 01 de novembro de 2018. 
  1. Campus Virtual de Saúde Pública.Resistência bacteriana aos antibióticos: o que você deve saber e como se prevenir. Disponível em:<http://brasil.campusvirtualsp.org/node/331514>. Acesso em 01 de novembro de 2018. 
  1. Silva, FernandoSuffida; Manzotti, Kainan Ramiro; Petroni, Tatiane Ferreira. Superbactérias: a evolução da espécie. Disponível em: <http://revistaconexao.aems.edu.br/wp-content/plugins/download-attachments/includes/download.php?id=1262>. Acesso em 06 de dezembro de 2018. 
  1. Dias, Margarida; Monteiro, Micaela; Menezes, MariaFavila. Antibióticos e resistência bacteriana, velhas questões, novos desafios. Disponível em:  <http://www.ceatenf.ufc.br/ceatenf_arquivos/ceatenf_arquivos/Artigos/35.pdf>. Acesso em 01 de novembro de 2018. 
  1. OPAS/OMS.Guia do Instrutor em Práticas da Boa Prescrição Médica. Disponível em:   
<https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_docman&view=download&alias=806-guia-do-instrutor-em-praticas-da-boa-prescricao-medica-6&category_slug=vigilancia-sanitaria-959&Itemid=965>. Acesso em 01 de novembro de 2018.