Estudo clínico promovido pela Eurofarma utilizando evogliptina será apresentado no Congresso Americano de Diabetes, de 7 a 11 de junho, em São Francisco, nos Estados Unidos. A evogliptina é um antidiabético oral da classe dos inibidores da dipeptidil-peptidase 4 (I-DPP4), também conhecidos como gliptinas.

O desenvolvimento clínico da evogliptina foi iniciado na Coreia do Sul, em 2009, pela Dong-A, tendo sido concluído em 2015. A evogliptina 5 mg foi aprovada pela agência regulatória coreana (MFDS – Ministry of Food and Drug Safety) em outubro de 2015 para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2.

Um estudo-ponte foi delineado e conduzido no Brasil com o objetivo confirmar a eficácia e a segurança da evogliptina, validando a dose clínica ótima do fármaco para a população local, permitindo a extrapolação dos resultados obtidos nos estudos conduzidos na população asiática para a população ocidental.

Os resultados de eficácia obtidos confirmam para a população ocidental a eficácia da dose aprovada na população oriental (evogliptina 5,0mg). A dose de 5,0mg também se mostrou segura e bem tolerada, não se evidenciando questões de segurança na população estudada. Deste modo, os resultados deste estudo-ponte validam para a população brasileira a dose previamente aprovada para a população asiática e permitem extrapolar/validar os resultados dos estudos conduzidos no âmbito do programa de desenvolvimento clínico do produto para submissão regulatória em nosso país.

Este estudo foi conduzido em 10 centros de pesquisa do Brasil (6 em São Paulo, 1 no Rio de Janeiro, 1 em Brasília, 1 em Belém e 1 em Fortaleza), responsáveis pela seleção de 226 pacientes, dos quais 146 atenderam aos critérios de elegibilidade do estudo e foram randomizados para um dos quatro braços de tratamento. Os participantes elegíveis receberam evogliptina nas doses de 2,5mg/dia ou 5,0mg/dia ou 10mg/dia ou sitagliptina na dose de 100mg/dia, em tomada única diária, durante 12 semanas.

“Evogliptina é um inibidor de DPP-4 que compartilha dos benefícios da classe como potência em redução glicêmica, neutralidade em relação ao peso, poucos eventos adversos e baixo risco de hipoglicemia. Apresenta a vantagem de maior segurança renal, quando comparada a outras drogas da mesma classe, não sendo necessário ajuste de dose de acordo com a função renal (clearance) do paciente”, ressalta Cintia Cercato, coordenadora do estudo, que recebeu o nome de Evolution.

O acordo entre Eurofarma e Dong-A prevê o desenvolvimento e comercialização do novo medicamento no Brasil e outros 17 países da América Latina, incluindo o México. Os primeiros países a terem o medicamento disponível serão Argentina e Brasil.

“Temos prazer em estabelecer esta parceria com a Eurofarma para as Américas do Sul, Central e México, além do Brasil”, afirma Chan- il Park, CEO da Dong-A ST. “Considerando que a Eurofarma é a corporação mais prescrita no Brasil e continua expandindo suas vendas na América Latina, esta é uma ótima oportunidade para a Dong-A exportar sua tecnologia e novas drogas para toda a região”, completa o executivo. Já Maurizio Billi, presidente da Eurofarma, revela: “Pretendemos ampliar nossa parceria com foco no desenvolvimento de produtos inovadores no Brasil e América Latina”.

Estudo Evolution1

A evogliptina é um antidiabético oral da classe dos inibidores da dipeptidil-peptidase 4 (I-DPP4), também conhecidos como gliptinas.
O desenvolvimento clínico da evogliptina foi iniciado na Coreia do Sul em 2009, pela empresa Dong-A ST Co., tendo sido concluído em 2015. O produto (evogliptina 5mg) foi aprovado pela agência regulatória coreana (MFDS – Ministry of Food and Drug Safety) em 02/10/2015 para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2 (DMT2). O nome comercial do produto aprovado é Suganon®.

Uma vez que a Eurofarma Laboratórios S.A. visa registrar o produto no Brasil, um estudo-ponte foi delineado e conduzido no Brasil com o objetivo confirmar a eficácia e a segurança da evogliptina, validando a dose clínica ótima do fármaco para a população local, permitindo a extrapolação dos resultados obtidos nos estudos conduzidos na população asiática para a população ocidental. Este estudo foi conduzido em 10 centros de pesquisa do Brasil (6 em São Paulo, 1 no Rio de Janeiro, 1 em Brasília, 1 em Belém e 1 em Fortaleza), responsáveis pela seleção de 226 pacientes, dos quais 146 atenderam aos critérios de elegibilidade do estudo e foram randomizados para um dos quatro braços de tratamento. Os participantes elegíveis receberam evogliptina nas doses de 2,5mg/dia ou 5,0mg/dia ou 10mg/dia ou sitagliptina na dose de 100mg/dia, em tomada única diária, durante 12 semanas.

A avaliação de eficácia foi realizada com base na variação absoluta dos níveis de HbA1c (hemoglobina glicada, em %), da glicemia de jejum (mg/dL) e do peso corpóreo (kg) estabelecida entre o período basal (visita de seleção) e 12 semanas após o início do tratamento (visita final). A avaliação da segurança baseou-se nos relatos dos eventos adversos (EAs), achados de exame físico, sinais vitais e traçados de eletrocardiograma (ECG).

Todos os braços de tratamento do estudo se mostraram seguros e bem tolerados, não se observando alertas relativos à segurança da evogliptina. Não foram relatadas mortes durante o estudo e os achados relativos ao exame físico e sinais vitais não culminaram alertas de segurança. O mesmo se observou para os resultados de exames laboratoriais de segurança e ECG. O perfil de EAs relatados correspondeu ao esperado para a classe terapêutica dos IDPP4.

As análises primárias de eficácia, conduzidas em todos os pacientes elegíveis que entraram no estudo (N = 146), evidenciaram reduções médias dos níveis de HbA1c estatística e clinicamente significativas em todos os grupos de tratamento, com variação absoluta menor que -0,5%, indicando o benefício clínico de todos os tratamentos do estudo. A variação média (dentro de intervalo de confiança de 90%) do nível de HbA1c observadas 12 semanas após o início do tratamento com evogliptina 5,0mg foi de -1,12% (-1,4%; -0,8%) valor que indica o benefício clínico deste IDPP4 na população avaliada.

A redução de HbA1c observada em todos os grupos foi maior do que a geralmente observada quando da administração de IDPP4 em monoterapia, o que pode ser explicado pelo nível de HbA1c inicial (basal) da população estudada, que foi bastante elevado.

Quanto ao nível da glicemia de jejum, observou-se uma redução média de 18,94mg/dL (-31,8 mg/dL ; -6,1mg/dL) 12 semanas após o início do tratamento com evogliptina 5mg.

A variação média (dentro de intervalo de confiança de 90%) do peso ao final de 12 semanas de tratamento foi de -1,19kg (-1,7kg ; -0,7kg) no grupo tratado com evogliptina 5,0mg. Esta perda de peso está em conformidade com o esperado para esta classe terapêutica nesta população.

A observação dos resultados obtidos nos vários grupos de tratamento evidenciou que, em relação à dose de evogliptina 2,5mg, a administração de evogliptina 5,0mg se associou a redução semelhante dos níveis de HbA1c, mas com melhor controle da glicemia de jejum, favorecendo a administração de dose diária de 5,0mg. Em relação à dose de evogliptina 10mg, as reduções médias observadas nos níveis de HbA1c e glicemia de jejum foram de mesma magnitude, falando também a favor da dose diária de 5,0mg (a menor dentre as duas doses associadas a benefício clínico consistente). Além disso, os resultados obtidos no braço de tratamento de evogliptina 5mg se mostraram semelhantes aos da sitagliptina 100mg validando a metodologia e a população do estudo conduzido.

Estes resultados de eficácia obtidos confirmam para a população ocidental a eficácia da dose aprovada na população oriental (evogliptina 5,0mg). A dose de 5,0mg também se mostrou segura e bem tolerada, não se evidenciando questões de segurança na população estudada. Deste modo, os resultados deste estudo-ponte validam para a população brasileira a dose previamente aprovada para a população asiática e permitem extrapolar/validar os resultados dos estudos conduzidos no âmbito do programa de desenvolvimento clínico do produto para submissão regulatória em nosso país.

 

1 – Forti, A.C.; Felicio, J.S.; Russo, L.A.; Borges, J.L; Salles, J.E.; Cercato, C. “Efficacy and Safety of Evogliptin in a Brazilian T2DM Population – A Bridging Study”. Poster 1005-P, ADA 79TH Annual Scientific Sessions, San Francisco, CA, USA. June 9th, 2019.