A rotina diária pode ser corrida, imprevisível e bastante puxada, mas existe a certeza de que a fome vai aparecer em algum momento – por ser uma necessidade fisiológica e também um hábito prazeroso ao ser humano. É importante atender ao pedido do corpo/mente, e muitas vezes por falta de tempo ingerimos alimentos prejudiciais à saúde, pois são opções mais rápidas e acessíveis.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, na última década o aumento de obesidade foi de 60% (1). A convivência das pessoas com fast-foods, comidas industrializadas e até mesmo dietas restritivas mostra que a nossa relação com a alimentação já passou por diversas fases (1). A melhor forma para atender às necessidades do nosso corpo é saber o que estamos ingerindo, e a função de cada componente no nosso organismo.

Carboidratos: são encontrados em massas, cereais, pães e doces, e fontes de energia para o corpo. O ideal é optar pelos carboidratos com alto teor de fibras como milho, ervilha, feijão, batata doce, pinhão e mandioca (2);

Proteínas: reduzem a pressão arterial, influenciam funções físicas e cognitivas e tem ação antibacteriana. Encontradas em carnes, leites e ovos (3);

Lipídios: fornecem energia alimentar e vitaminas A, D, E e K, além de reestruturar os tecidos (4);

Fibras: as fibras são responsáveis pelo bom funcionamento do intestino, além de auxiliar no controle de diabetes e na área cardiovascular. Os alimentos que mais contém fibras são o feijão, ervilha, grão-de-bico, lentilha, chia, linhaça e frutas como goiaba, maçã, pêra e abacate (5);

Minerais: reduzem o risco de osteoporose e fortalecem o sistema imunitário. Alguns exemplos são o cálcio e magnésio (3).

Existem alguns hábitos que ajudam a manter uma alimentação adequada (2):

  • Consumir alimentos variados e fazer cerca de quatro refeições por dia;
  • Não pular refeições;
  • Fazer exercícios físicos todos os dias, nem que seja uma caminhada diária;
  • Ingerir frutas no dia a dia;
  • Reduzir o consumo de açúcar;
  • Evitar alimentos com muito sódio como comidas industrializadas com o objetivo de reduzir a ingestão do sal;
  • Optar por temperos naturais como alho, salsinha e cebolinha;
  • Substituir o uso de óleo de soja por azeite;
  • Ingerir bastante água ao longo do dia.
Fontes:
1- ANAD – Associação Nacional de Atenção ao Diabetes – Dia Mundial da alimentação: oportunidade de alerta sobre a relação com a comida. Disponível em http://www.anad.org.br/dia-mundial-da-alimentacao-oportunidade-de-alerta-sobre-a-relacao-com-a-comida/
2- SICHIERI, Rosely; COITINHO, Denise S.; MONTEIRO, Josefina B.; COUTINHO, Walmir F. Recomendações de Alimentação e Nutrição Saudável para a População Brasileira. 1999. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27302000000300007&script=sci_arttext&tlng=pt
3- MARTINS F, Pinho O, Ferreira IMPLVO. Alimentos funcionais: conceitos, definições, aplicações e legislação. Disponível em https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/52634/2/47158.pdf
4- LOPES, Aline C.S., CAIAFFA, Waleska T.; SICHIERI, Rosely; MINGOTI, Sueli A.; LIMA-COSTA, Maria F. Consumo de nutrientes em adultos e idosos em estudo de base populacional: Projeto Bambuí. 2004. Disponível em https://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S0102-311X2005000400022&script=sci_arttext&tlng=eng
5- ANAD – Associação Nacional de Atenção ao Diabetes – Alimentos ricos em fibras: como as fibras agem no organismo. Disponível em http://www.anad.org.br/alimentos-ricos-em-fibras-como-as-fibras-dos-alimentos-agem-no-organismo/