A asma é considerada um problema de saúde pública e, sendo assim, é enfrentada em todo o mundo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, a prevalência média da asma no Brasil é de 20%. Entre as doenças, ela é a quarta maior causadora de hospitalização no País. A asma é entendida como uma doença crônica e de caráter recorrente às vias aéreas¹ 

 

 estudos da Health Latin América, de 2001, afirmam que uma das características predominantes da doença é que, em cinquenta por cento dos casos, ela aparece antes dos dez anos de idade, tendo maior incidência sobre crianças do sexo masculino¹E, entre as diversas alternativas de tratamento da asma, muitos estudos apontam para os benefícios proporcionados pelas atividades físicas, especialmente a natação em sintonia com os exercícios respiratórios¹ 

 

Embora haja uma percepção de que a atividade física é entendida como fator negativo ao indivíduo asmático, estudos apontam que a prática correta de atividades físicas é benéfica aos portadores da doença, uma vez que esses exercícios ajudam a melhorar a mecânica respiratória e a eficácia da ventilação pulmonar¹. Observa-se que entre os estudos – artigos e sites da Internet sobre portadores de asma que praticam exercícios –, predominam aqueles sobre atividades cuja prática ocorre em piscinas¹. 

 

A maioria das pessoas que têm asma mal controlada, terá sintomas durante o exercício. Algumas pessoas podem ter sintomas de asma somente durante a atividade física, esta forma de asma é chamada de asma induzida por exercício². Os sintomas comuns da asma que podem ocorrer também durante o exercício são tosse, chiado, falta de ar, dor ou aperto no peito, e cansaço². Esses sintomas da asma podem ocorrer durante atividade física vigorosa, mas geralmente começam 5-10 minutos depois de parar a atividade². Se o exercício leva a sintomas da asma ou não, vai depender de seu condicionamento físico, da intensidade da atividade e do ambiente em que você se exercita².  

 

Natação 

A natação incorpora conceitos de reeducação no comportamento do indivíduo, no meio aquático, enfrentando situações novas e, a cada dificuldade superada, constatando um progresso na sua eficiência¹. A natação é de extrema importância para o desenvolvimento das qualidades físicas, relaxamento, controle respiratório, melhoria dos problemas posturais, controle corporal e das habilidades aquáticas¹. Além desses objetivos físicos, encontramos aqueles de ordem orgânica, sendo eles: resistência cardiovascular, resistência do sistema respiratório, expansão pulmonar e desenvolvimento do sistema muscular ¹.  

 

Na natação, o ar inalado é mais quente e úmido; este é um dos fatores de que esta atividade física provoca menos broncoespasmo, sendo o exercício mais recomendado pelos médicos e outros profissionais de saúde³. A respiração submersa encontra na água uma resistência ideal para manter por muito tempo a abertura dos brônquios, evitando o fenômeno de ‘ar retido’³. A reeducação da mecânica respiratória também pode ser obtida. Além disso, evita o ressecamento das vias aéreas, devido à respiração de ar mais úmido no ambiente próximo à piscina.³  

 

Na natação, a ventilação pulmonar deve ser mais eficiente e por isso deve-se trabalhar a resistência aeróbica, tornando o asmático capaz de suportar um esforço de longa duração numa intensidade moderada¹. Este trabalho virá aumentar a capacidade ventilatória pulmonar³ crianças asmáticas cujas crises, com a prática da natação, tendem a diminuir, podendo até mesmo desaparecer³.  

 

Fontes: 
1 – ASMA, NATAÇÃO E EXERCÍCIOS RESPIRATÓRIOS PARA CRIANÇAS – UFPB (Universidade Federal da Paraíba). Disponível em http://www.prac.ufpb.br/anais/xenex_xienid/x_enex/ANAIS/Area6/6CCSDEFOUT01.pdf. Último acesso em 25 de julho de 2019.  
2 – A relação da Asma com atividade física em crianças e adultos – American Thoracic Society. Disponível em https://www.thoracic.org/patients/patient-resources/resources/portuguese/asthma-and-exercise.pdf. Último acesso em 25 de julho de 2019.  
3 – Jacques, GP, Silva, OJ. (1997). Influência da natação como coadjuvante terapêutico no tratamento de crianças asmáticas. Revista Brasileira de Medicina do Esporte3(1), 15-21. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbme/v3n1/v3n1a05.pdf. Último acesso em 25 de julho de 2019.