A alergia alimentar é o tipo mais comum de alergia em crianças e nas últimas décadas, devido ao aumento de casos também em jovens e adultos (1 e 2) fez com que se tornasse um problema de saúde pública em praticamente todos os países desenvolvidos (1 e 2). Os riscos ao bem-estar aumentam à medida que os alimentos consumidos em uma população são cada vez mais processados e complexos (2). 

A alergia alimentar pode ter manifestações que vão de leves a graves e é uma resposta à ingestão de determinado alimento. Diferente das intolerâncias alimentares, que estão relacionadas a intoxicação (1) e, nesse caso, são facilmente confundidas pelos adultos (2).  

Em crianças a alergia alimentar está mais presente, principalmente até os 4 anos de idade, devido a seu sistema imunológico intestinal ainda estar em desenvolvimento (1). 

Grande parte das reações são causadas por oito alérgenos: proteínas do leite de vaca, soja, ovo, peixe, marisco, amendoim, frutos secos e trigo (1).

Normalmente, são passageiras e tendem a desaparecer com a tolerância a esses alérgenos, como é o caso da proteína do leite que em 80% dos casos melhora aos 5 anos de idade (1). Antigamente, acreditava-se que a alergia ao amendoim seria pra toda a vida, mas descobriu-se que 20% dos casos desaparecem de acordo com a tolerância ao alimento1.  Muitas ainda são persistentes como, por exemplo, ao kiwi que pode manifestar sinais de alergia na pele até reações anafiláticas (1). 

No Brasil temos muitos casos também de alergia a peixes e crustáceos, onde o mais comum é a alergia ao camarão (1). 

 

Quais são as reações alérgicas?

As manifestações alérgicas alimentares mais comuns são: urticária; edema perioral (ao redor da boca); inchaço da pele, muito comum na face e dificuldade respiratória (1). 

Ao manifestar sintomas de doenças alérgicas, procure atendimento médico especializado. Dessa forma você protege a sua saúde e também das pessoas que estão no seu convívio. 

Este material tem caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte sempre seu médico. 

Fontes:
  1. Alergia alimentar em idade pediátrica. SANTALHA, Marta et al. Nascer e Crescer [online]. 2013, vol.22, n.2, pp.75-79. ISSN 0872 -0754. Avaiable form: http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0872-07542013000200003 
  2. FERREIRA, Cristina Targa  and  SEIDMAN, Ernest. Alergia alimentar: atualização prática do ponto de vista gastroenterológico.J. Pediatr. (Rio J.) [online]. 2007, vol.83, n.1 [cited  2018-12-04], pp.7-20. Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572007000100004&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0021-7557.  http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572007000100004 
Electronic Document Format(ABNT) 
FERREIRA, Cristina Targa; SEIDMAN, Ernest. Alergia alimentar: atualização prática do ponto de vista gastroenterológico. J. Pediatr. (Rio J.),  Porto Alegre ,  v. 83, n. 1, p. 7-20,  Feb.  2007 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572007000100004&lng=en&nrm=iso>. access on  04  Dec.  2018.  http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572007000100004 
Electronic Document Format(APA) 
Ferreira, Cristina Targa, & Seidman, Ernest. (2007). Alergia alimentar: atualização prática do ponto de vista gastroenterológico. Jornal de Pediatria, 83(1), 7-20. https://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572007000100004  
Electronic Document Format(Vancouver) 
Ferreira Cristina Targa, Seidman Ernest. Alergia alimentar: atualização prática do ponto de vista gastroenterológico. J. Pediatr. (Rio J.)  [Internet]. 2007  Feb [cited  2018  Dec  04] ;  83( 1 ): 7-20. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572007000100004&lng=en.  http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572007000100004