Apesar de provocarem sintomas parecidos, a asma e a bronquite têm causas distintas¹. A asma é uma doença respiratória genética que consiste na irritação dos brônquios, causando a típica falta de ar, tosse e “peito cheio”¹. Os fatores desencadeantes são: presença de fezes de ácaros em colchas, tapetes, entre outros; uso de ar-condicionado; mudança brusca de temperatura com tempo frio e seco e presença de animais em casa¹. 

 

Por sua vez, a bronquite tem duas vertentes: a crônica, que é a inflamação prolongada dos brônquios; e o enfisema, que é a destruição dos alvéolos pulmonares¹. Também conhecida como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), a enfermidade é provocada, na maioria dos casos, pelo tabagismo¹. 

 

Asma 

Os fatores de risco podem ser divididos em ambientais e próprios do paciente, como é o caso dos aspectos genéticos, obesidade e sexo masculino (durante a infância)². Os fatores ambientais são representados pela exposição à poeira domiciliar e ocupacional, baratas, infecções virais². O diagnóstico da asma é eminentemente clínico e, sempre que possível, a prova de função pulmonar deve ser realizada, para a confirmação diagnóstica e para a classificação da gravidade². 

 

O tratamento baseia-se nas medidas de higiene do ambiente, uso de medicamentos e vacinas para alergia. Os medicamentos são divididos de acordo com a necessidade: para aliviar a crise e para prevenir a sua ocorrência³. Com relação à prevenção a poeira doméstica é formada por uma mistura que inclui pele morta que cai das pessoas, fibras de carpetes e de móveis estofados, de terra trazida por sapatos, de partículas trazidas pelo vento de fora da residência, vegetais, fungos, bactérias, caspa humana e de animais, além de insetos e ácaros (seres microscópicos responsáveis por sintomas alérgicos)³. É considerada o principal agente desencadeador de alergia e crises asmáticas, por isso o ambiente deve ser o mais higiênico possível, a fim de evitar que a pessoa entre em contato com esses elementos³.  

 

É recomendado que não haja fumantes no ambiente domiciliar; animais devem ser mantidos fora de casa, ou no mínimo não entrarem nos quartos de dormir; ácaros são normalmente encontrados em carpetes, estantes de livros, cortinas e principalmente em travesseiros e camas, por isso é importante que colchões e travesseiros sejam forrados com material impermeável e este forro seja lavado periodicamente; baratas devem ser combatidas, pois estão relacionadas à alergia e asma de maior gravidade³. 

  

Bronquite4

A DPOC é uma síndrome clínica que compreende a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. Os sintomas mais comuns são falta de ar aos esforços, tosse, expectoração e cansaço, que aparecem quando a inflamação dos brônquios e o excesso de muco (característicos da bronquite crônica) dificultam a passagem do ar, causando perda progressiva da função pulmonar. 

 

O enfisema, alteração caracterizada pela dilatação dos alvéolos (espaços aéreos microscópicos onde ocorre a troca de gases entre o ar e o sangue dos capilares) e destruição de suas paredes, também agrava a falta de ar por reduzir a capacidade dos pulmões oxigenarem o sangue. 

 

A DPOC é uma doença tratável com medicamentos (broncodilatadores, anti-inflamatórios e outros, especificados pelo médico), além da reabilitação pulmonar e suplementação de oxigênio, dependendo da gravidade. Atualmente, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica representa a 3ª causa de morte no mundo (251 milhões/ano). Trata-se de um dado alarmante, já que é possível evitá-la. A melhor forma de prevenção é a cessação do tabagismo, responsável por cerca de 80% dos casos. 

 

Aos pacientes que apresentem sintomas suspeitos, é recomendado consultar o médico, a fim de confirmar o diagnóstico e iniciar precocemente o tratamento, que visa, entre outras coisas, controlar os sintomas, reduzir o impacto da doença no dia a dia, prevenir as exacerbações e retardar a progressão da DPOC. Pessoas que passaram a perder o fôlego e ficar ofegante durante a atividade física, por exemplo, ou que têm tosse repetitiva ou, ainda, com histórico de exposição à fumaça, devem fazer a espirometria, exame rápido, indolor e não invasivo. 

 

Por ser uma doença crônica, a DPOC deve ser controlada e tratada a longo prazo, com medicações de controle, definidas pelo médico conforme a gravidade da doença. A maioria dos pacientes toma remédios para ajudar na limpeza das vias aéreas, facilitar a respiração, reduzir a inflamação ou aumentar o crescimento e a reparação tecidual. 

 

 Fontes: 
1 – Pneumoblog – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Disponível em http://pneumoblog.org.br/?p=1976. Último acesso no dia 07 de junho de 2019. 
2  Doenças respiratórias crônicas. Ministério da Saúde. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doencas_respiratorias_cronicas.pdf. Último acesso no dia 07 de junho de 2019. 
3 – Dicas em saúde. Biblioteca virtual em saúde. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/258_asma.html. Último acesso no dia 07 de junho de 2019. 
4  Bronquite – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Disponível em https://sbpt.org.br/portal/t/bronquite-cronica/. Último acesso no dia 07 de junho de 2019.