A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, que está associada à hiperresponsividade do sistema respiratório (aumento da sensibilidade que ocorre nos brônquios dos pacientes com asma)¹ 

É considerada uma das condições crônicas mais comuns, afetando cerca de 300 milhões de pessoas entre crianças e adultos ¹. Apenas no Brasil, em 2012 o número estimado de casos era de 20 milhões de pessoas se for considerada uma prevalência global de 10%¹. 

As crises podem levar a episódios de sibilos (chiados no peito), dispneia (dificuldade de respirar), opressão torácica (aperto no peito) e tosse (principalmente à noite ou início da manhã)¹. 

 

Causas 

Existem fatores ambientais ou genéticos que podem gerar ou agravar os sintomas ²: 

Ambientais:  

  • Exposição à poeira ou barata; 
  • Exposição aos ácaros e fungos; 
  • Variações climáticas; 
  • Infecções virais; 

Genéticos: 

  • Histórico familiar de asma / rinite / obesidade. 

 

Sintomas 

Entre os principais sintomas, estão² 

  • Tosse seca; 
  • Chiado no peito; 
  • Dificuldade para respirar; 
  • Respiração rápida e curta; 
  • Desconforto torácico; 
  • Ansiedade. 

 

Diagnóstico 

 

O diagnóstico de asma se dá mediante a identificação de critérios clínicos e funcionais, obtidos pela anamnese, exame físico e exames de função pulmonar (espirometria). Em crianças até os cinco anos, ele é totalmente clínico por conta da dificuldade de realizar provas funcionais³. A doença se caracteriza pelos seguintes achados clínicos:  

À anamnese: Sintomas recorrentes de obstrução das vias aéreas, como chiado no peito (sibilos), tosse, dificuldade para respirar, aperto no peito. 

Ao exame físico: Sinais de obstrução das vias aéreas, como sibilos expiratórios, hiperexpansão pulmonar e tiragem intercostal. 

À avaliação funcional/laboratorial: Os exames de função pulmonar informam sobre a intensidade da limitação ao fluxo aéreo, sua reversibilidade e variabilidade. A espirometria é útil para diagnóstico, avaliação da gravidade, monitorização e avaliação da resposta ao tratamento. A espirometria deve ser utilizada a partir dos 5 anos.  

 

Prevenção 

Algumas medidas podem ajudar na prevenção contra a asma. São elas ²: 

  • Manter o ambiente limpo; 
  • Evitar o acúmulo de poeira / sujeira; 
  • Tomar sol – a vitamina D ajuda a combater doenças do sistema imunológico; 
  • Evitar contato com cheiros muito fortes; 
  • Tomar a vacina da gripe; 
  • Não fumar; 
  • Agasalhar-se, principalmente no frio; 
  • Praticar atividades físicas com regularidade; 
  • Manter uma alimentação saudável; 
  • Beber bastante água; 
  • Manter o peso ideal. 

 

Tratamento 

O tratamento tem o objetivo de controlar as crises dos pacientes e melhorar a função pulmonar ². Existem dois tipos deles ²: 

  • Medicamentoso: uso de anti-inflamatórios, sendo corticosteroides inalatórios os principais deles, associados a medicamentos de alívio para dilatar os brônquios; 
  • Não medicamentoso: permitir acesso da população às informações para reduzir o risco de exposição aos fatores que desencadeiam as crises.  

 

Fontes: 
1 – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da Asma. 2012. Disponível em http://www.jornaldepneumologia.com.br/pdf/suple_200_70_38_completo_versao_corrigida_04-09-12.pdf. Último acesso em 11 de fevereiro de 2019.  
2- Ministério da Saúde. Asma: causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção. 2017. Disponível em http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/asma. Último acesso em 11 de fevereiro de 2019. 
3- Ministério da Saúde – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas. Asma. 2013. Disponível em http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2014/abril/02/pcdt-asma-livro-2013.pdf. Último acesso em 11 de fevereiro.