O Carnaval se torna uma festa cristã em 590 d. C¹. Antes, a Igreja condenava a festa por seu caráter pecaminoso. No entanto, as autoridades eclesiásticas da época se viram num beco sem saída, chegando à conclusão que não poderiam proibir uma festa popular como o Carnaval¹.  

 

No Brasil, o Carnaval surge então em 1723, com a chegada de portugueses da Ilhas da Madeira, Açores e Cabo Verde, onde a principal diversão para os foliões na época era jogar água nos outros¹. O primeiro registro de um baile de Carnaval no País foi em 1840¹. E em 1855 surgiram os grandes clubes carnavalescos, precursores das atuais escolas de samba¹ 

 

As marchinhas de carnaval se popularizaram no final do XIX, tendo seu auge entre as décadas de 20 e 60 com as composições de Chiquinha Gonzaga Abre, Alas’ de 1899 e ‘Bandeira Branca’ de Dalva de Oliveira de 1970¹. No início do séc. XX, já existia vários cordões e blocos, que com a animação desfilavam pelas ruas e cidades do nosso Brasil durante o carnaval¹. Não podemos deixar de mencionar que em 1928 foi fundada a primeira escola de samba a Deixa Falar, localizada no bairro do Estácio, no Rio de Janeiro, e que deu início ao surgimento de outras escolas de samba que vieram abrilhantar a grande festa popular¹. 

 

Dicas úteis² 

O Carnaval é um evento de massa cultural, onde há grande contingente de pessoas, vindas de diferentes lugares, que tendem a se aglomerar durante a folia. Além disso, a festa acontece no verão, momento de altas temperaturas. Por isso, são necessários alguns cuidados para evitar riscos e danos à saúde, tais como surtos alimentares, desidratação, insolação e a disseminação de doenças infecciosas, inclusive as sexualmente transmissíveis 

 

Seguem as dicas úteis ter um Carnaval legal: 

 

  • Prefira alimentos leves e evite frituras e alimentos ricos em gorduras;  
  • Alimente-se em locais limpos e organizados;  
  • Beba bastante água e sucos naturais e evite bebidas vendidas por ambulantes não legalizados, bebidas em galão e líquidos sem procedência conhecida;  
  • Não se banhe e nem beba água de fontes e espelhos d’água;  
  • Cuidado com o sol – use protetor solar, bonés e chapéus para se proteger. Para evitar picadas de insetos e doenças, como a dengue, por exemplo, se proteja com repelentes eficazes;  
  • Use roupas ou fantasias leves e confortáveis, mas evite ficar descalço;
  • Se tiver febre, diarreia, vômitos ou outros sintomas, ou não estiver se sentindo bem, procure atendimento médico e evite a automedicação. Se você utiliza medicamentos de uso contínuo, mantenha a sua rotina de medicação durante os dias de folia;
  • Não deixe de se proteger. Seja qual for seu parceiro, use sempre camisinha;
  • Para fazer tatuagem ou colocar piercing, procure locais licenciados pela vigilância sanitária. Lembre-se que menores de idade precisam de autorização dos pais;
  • Use os banheiros químicos e jogue o lixo no lixo. 

 

Fontes:  
1 – A origem do Carnaval e sua chegada ao Brasil– Funarte – Ministério da Cultura. Disponível em http://www.funarte.gov.br/boletim/informartemarco2014.pdf.pdf. Último acesso em 12 de fevereiro de 2020. 
2 – Vigilância Sanitária nos eventos de massa: Carnaval – CECOVISA. Disponível emhttps://portal.fiocruz.br/noticia/dicas-para-um-carnaval-saudavel. Último acesso em 12 de fevereiro de 2020.