Epilepsia é uma doença neurológica que pode ser prevenida e controlada em até 70% dos pacientes¹. O não tratamento é um risco à morte súbita e a traumatismos¹. As crises epilépticas causadas por alteração transitória das atividades neuronais podem se manifestar de formas diferentes¹. A forma mais comum é a convulsão¹. As outras crises, agrupadas como não convulsivas, podem ter apresentações como: alteração sensorial (sentir cheiro, ver luzes), de percepção (sensação de ter visto, sentimento de medo) e comportamentais (ficar parado “ausente”, mexer as mãos sem um propósito)¹ 

 

Estima-se que a epilepsia ativa ocorre em torno de 0,5% a 1,0% da população²epilepsia difere com as diferentes idades, gêneros, grupos étnicos e fatores socioeconômicos². Nos países desenvolvidos, a ocorrência da epilepsia aumenta proporcionalmente com o aumento da idade, enquanto nos países em desenvolvimento geralmente atinge picos na adolescência e idade adulta² . A probabilidade geral de um indivíduo ser afetado pela epilepsia ao longo da vida é de cerca de 3%².   

 

Sintomas³ 

Em crises de ausência, a pessoa apenas apresenta-se desligada por alguns instantes, podendo retomar o que estava fazendo em seguida. Em crises parciais simples, o paciente experimenta sensações estranhas, como distorções de percepção ou movimentos descontrolados de uma parte do corpo.  

 

Ele pode sentir um medo repentino, um desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente. Se, além disso, perder a consciência, a crise será chamada de parcial complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória.  

 

Tranquilize-a e leve-a para casa se achar necessário. Em crises tônico-clônicas, o paciente primeiro perde a consciência e cai, ficando com o corpo rígido. Depois, as extremidades do corpo tremem e contraem-se. Existem, ainda, vários outros tipos de crises. Quando elas duram mais de 30 minutos sem que a pessoa recupere a consciência, são perigosas, podendo prejudicar as funções cerebrais. 

 

Causas³ 

Muitas vezes, a causa é desconhecida, mas pode ter origem em ferimentos sofridos na cabeça, recentemente ou não. Traumas na hora do parto, abusos de álcool e drogas, tumores e outras doenças neurológicas também facilitam o aparecimento da epilepsia. 

 

Diagnóstico³ 

Exames como eletroencefalograma (EEG) e neuroimagem são ferramentas que auxiliam no diagnóstico. O histórico clínico do paciente, porém, é muito importante, já que exames normais não excluem a possibilidade de a pessoa ser epiléptica. Se o paciente não se lembra das crises, a pessoa que as presencia torna-se uma testemunha útil na investigação do tipo de epilepsia em questão e, consequentemente, na busca do tratamento adequado. 

 

Cura³ 

Em geral, se a pessoa passa anos sem ter crises e sem medicação, pode ser considerada curada. O principal, entretanto, é procurar auxílio o quanto antes, a fim de receber o tratamento adequado. As drogas antiepilépticas são eficazes na maioria dos casos, e os efeitos colaterais têm sido diminuídos. Muitas pessoas que têm epilepsia levam vida normal, inclusive destacando-se na sua carreira profissional. 

 

Outros Tratamentos³ 

Existe uma dieta especial, hipercalórica, rica em lipídios, que é utilizada geralmente em crianças e deve ser muito bem orientada por um profissional competente. Em determinados casos, a cirurgia é uma alternativa. 

 

Recomendações³ 

  • Não ingerir bebidas alcoólicas; 
  • Não passar noites em claro;  
  • Ter uma dieta balanceada; 
  • Evitar uma vida estressada demais. 

 

Crises³ 

Se a crise durar menos de 5 minutos e você souber que a pessoa é epiléptica, não é necessário chamar um médico. Acomode-a, afrouxe suas roupas (gravatas, botões apertados), coloque um travesseiro sob sua cabeça e espere o episódio passar. Mulheres grávidas e diabéticos merecem maiores cuidados. Depois da crise, lembre-se que a pessoa pode ficar confusa: acalme-a ou leve-a para casa. 

 

Fontes:  
  1. Avaliação e Conduta da Epilepsia na Atenção Básica e na Urgência e Emergência – Ministério da Saúde.Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/avaliacao_conduta_epilepsia_atencao_basica.pdf. Último acesso em 29 de janeiro de 2020. 
  2. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Epilepsia – Ministério da Saúde. Disponível emhttps://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/junho/28/Portaria-Conjunta.pdf. Último acesso em 29 de janeiro de 2020. 
  3. Tudo sobre Epilepsia – Liga Brasileira de Epilepsia. Disponível emhttp://epilepsia.org.br/o-que-e-epilepsia/. Último acesso em 29 de janeiro de 2020.