A doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo, ou seja, que causa a destruição progressiva dos neurônios (1). A manifestação acontece com a perda de memória cognitiva (pensamento, linguagem, memória e raciocínio) (1). O desenvolvimento dela pode comprometer as atividades diárias do paciente, assim como alterar os comportamentos e possíveis alterações neuropsiquiátricas (1).  

O Alzheimer é a doença neurodegenerativa mais comum associada aos idosos, afetando cerca de 10% das pessoas acima de 65 anos, e 40% acima de 80 anos (2). Os últimos dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010, mostravam que o Brasil contava com uma população de mais de 190 milhões de pessoas, sendo que o grupo que mais obteve crescimento nos últimos anos foi o de pessoas acima de 60 anos (3). Em 2050 estima-se que mais de 25% da população mundial seja idosa, o que pode aumentar a prevalência da doença (2). 

Os primeiros sintomas normalmente são: falta de memória recente, dificuldade da fluência verbal e deterioração de outras funções cognitivas (2). Outros distúrbios que podem estar associados com o surgimento da patologia são os comportamentais, que envolvem agressividade, depressão e alucinações (2).  

 

Como é diagnosticado o Alzheimer? 

O diagnóstico é feito pela exclusão, rastreando outras doenças como depressão, com testes laboratoriais para medir funções da tireoide e níveis séricos de vitamina B12 (1). Testes físicos e neurológicos também são aplicados, acompanhados de avaliações para identificar déficits de memória, linguagem e visão-espacial (1). Os resultados definem quando o paciente tem a suspeita da doença (1).  

Exames de imagem como tomografia computadorizada e ressonância magnética são utilizados para identificar lesões estruturais no cérebro que podem colaborar para o desenvolvimento da demência (1).  

A avaliação completa do paciente é composta pelo histórico, avaliação clínica, testes cognitivos, imagem cerebral, exames laboratoriais, e outras taxas como eletrólitos, glicemia, ureia, creatinina, sorologia sérica para sífilis (1).  

 

Existe tratamento para a doença? 

O tratamento com fármacos deve englobar todas as áreas afetadas, com o objetivo de estabilizar o comprometimento cognitivo, comportamental e proporcionar a realização das atividades diárias do paciente (1). Os medicamentos devem reduzir a progressão da doença e melhorar a memória e a atenção do paciente (1).  

O “Fevereiro Roxo” serve para conscientizar as pessoas sobre doenças como Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia (4). Dessa forma, caso conheça alguém que apresente os sintomas do Alzheimer, informe-se e busque cuidados médicos.  

 

Fontes: 
1 – Ministério da Saúde – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas. Doença de Alzheimer. 2013. Disponível em http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2014/abril/02/pcdt-doenca-de-alzheimer-livro-2013.pdf (Acesso em 18 de dezembro de 2018) 
2- Revista Psiquiatria. SERENIKI, Adriana; VITAL, Maria Aparecida Barbato Frazão. A doença de Alzheimer: aspectos fisiopatológicos e farmacológicos. 2008. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rprs/v30n1s0/v30n1a02s0.pdf 
3- FERNANDES, Janaína da Silva Gonçalves; ANDRADE, Márcia Siqueira de. Centro Universitário FIEO. Revisão sobre a doença de Alzheimer: dignóstico, evolução e cuidados. 2017. Disponível em http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-00862017000100011  
4- Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco. Fevereiro Roxo. 2018. Disponível em http://www.facepe.br/fevereiro-roxo-mes-da-consciencia-sobre-lupus-fibromialgia-e-mal-de-alzheimer/ (Acesso em 18 de dezembro de 2018)