O “julho amarelo” também é o mês da conscientização para o diagnóstico precoce do câncer nos ossos¹, importante para o melhor tratamento das lesões.

Os tumores ósseos acontecem a partir do crescimento desordenado de células nos ossos e podem ser benignos ou malignos. Os tumores ósseos malignos também são conhecidos como câncer dos ossos. São considerados relativamente raros quando comparados a outros tipos de câncer como o de mama, próstata e colorretal. Sua classificação é diversa e leva em consideração os tecidos produzidos pelos tumores. Os mais comuns são²:

Osteossarcoma: frequente na infância e adolescência, está associado a dor local e em alterações ósseas. Devido a sua maior prevalência ser nas pernas, a alteração na marcha é uma das principais queixas. O tratamento é feito com quimioterapia e pode incluir uma possível cirurgia³.

Condossarcoma – o tecido fundamental desse tipo de tumor é formado por cartilagem. Acomete principalmente adultos com mais de 30 anos, mulheres, e aparece com mais frequência em ossos longos e da pelve².

Tumor de Ewing (Sarcoma de Ewing) – Também frequente na infância e adolescência, é um câncer altamente agressivo e que pode surgir também em tecidos de partes moles (músculos, cartilagens). Os sintomas são inchaço no local, dor óssea – que pode piorar à noite, febre sem causa conhecida, perda de peso e cansaço4.

Os tumores ósseos malignos também se encontram como: histiocitoma fibroso maligno, fibrossarcoma, tumor ósseo de células gigantes, cordoma e, por fim, como linfoma não-Hodgkin e mieloma múltiplo².

O diagnóstico é feito pelo médico especialista por meio de exames como radiografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética e cintilografia óssea (mapeamento ósseo). A realização da biópsia também pode ser avaliada. Ela consiste em uma incisão que retira um pequeno fragmento do tumor para avaliação, que ajuda a identificar seu tipo e se é benigno ou maligno. O tratamento depende de alguns fatores, como característica, tamanho e local, mas os principais métodos terapêuticos são as sessões de quimioterapia, radioterapia e/ou cirurgia para retirada do tumor².

Observação importante sobre a diferença entre tumor e câncer: Nem todo tumor é um câncer. Quando um tumor (que corresponde ao aumento de volume observado em uma determinada parte do corpo) se dá por crescimento do número de células, é chamado neoplasia (benigna ou maligna). Quando essa neoplasia é maligna é considerada câncer. As neoplasias benignas têm seu crescimento de forma organizada, em geral lento, com limites bem nítidos. Não invadem os tecidos vizinhos ou desenvolvem metástases5.

 

 

Fontes:
1- Julho Amarelo também é o mês de Conscientização do Câncer Ósseo – Hospitais Universitários Federais Ministério da Educação. Disponível em http://www2.ebserh.gov.br/pt/web/hc-ufg/detalhes-das-noticias/-/asset_publisher/7d2qZuJcLDFo/content/id/5469328/2020-07-julho-amarelo-tambem-e-o-mes-de-conscientizacao-do-cancer-osseo. Último acesso em 17 de julho de 2020.
2- A ORTOPEDIA E A SUA SAÚDE Tumores Ósseos Malignos – Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Disponível em https://sbot.org.br/tumores-osseos-malignos/. Último acesso em 15 de julho de 2020.
3- Osteossarcoma – Instituto Nacional do Câncer. Disponível em https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-infantojuvenil/osteossarcoma. Último acesso em 15 de julho de 2020.
4- Sarcoma de Ewing – Instituto Nacional do Câncer. Disponível em https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-infantojuvenil/osteossarcoma. Último acesso em 15 de julho de 2020.
5- Perguntas frequentes-Todo tumor é câncer? – Instituto Nacional do Câncer. Disponível em https://www.inca.gov.br/perguntas-frequentes/todo-tumor-e-cancer. Último acesso em 15 de julho de 2020.